GUIA RIO 2016 TORCEDORES.COM – SAIBA TUDO SOBRE O CICLISMO ESTRADA

O Torcedores.com continua seu especial para os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro 2016 que conta um pouco da história de cada esporte olímpico, algumas curiosidades para você contar por aí, além de informar os favoritos das provas e quem são os brasileiros nelas. Falaremos um pouco do Ciclismo Estrada, uma das modalidades com um dos finais mais eletrizantes das Olimpíadas

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CICLISMO ESTRADA

INTRODUÇÃO

A prova de estrada tem como primeiro registro uma competição na França, no Parc Sant-Claud, em Paris, no ano de 1868. A prova foi vencida pelo ciclista britânico James Moore, que também foi o vencedor da corrida entre as cidades de Paris e Rouen de um total de 123 quilômetros, considerada a primeira competição entre cidades. Existem duas provas na modalidade estrada: a Corrida, em que o atleta que cruza em primeiro a linha de chegada é declarado o campeão, e o Contrarrelógio, em que os atletas largam em intervalos determinados e percorrem um circuito menor, sendo levado em conta o menor tempo em percorrer esse circuito. As bicicletas dos competidores pesam cerca de sete quilos e são feitas com fibras de carbono.

 

HISTÓRICO

O ciclismo de estrada esteve presente na primeira edição dos Jogos Olímpicos da Era Moderna, em Atenas 1896, quando o percurso percorrido foi o mesmo da maratona, com a largada sendo feita em Atenas e a chegada na cidade de Maratona. Nas três edições subsequentes o ciclismo de estrada esteve ausente, tendo retornado definitivamente em Estocolmo 1012. As mulheres participaram pela primeira vez em Los Angeles em 1984. Países como França, Grã-Bretanha, Alemanha, Espanha e Itália estão entre as maiores potências do esporte.

ciclismo

 

VOCÊ SABIA?

  • Que em Estocolmo 1912, no retorno do ciclismo de estrada aos jogos, os ciclistas percorreram 320 km em 10 horas de disputa? É até hoje a maior prova em Olimpíadas
  • Que as distâncias para homens e mulheres são diferentes? São 250 km para eles e 140 km para elas. Já no contrarrelógio a disputa tem cerca de 46 km para os homens e 32 para as mulheres.

 

CICLISMO ESTRADA MASCULINO

A prova do Rio de Janeiro tem um fator importante a ser considerado. Com um percurso cheio de momentos íngremes e subidas pesadas, a prova é considerada ideal para aqueles ciclistas chamados de escaladores. Dessa forma, muitos dos grandes nomes que dominam o Circuito Mundial e que são detentores de títulos importantes como a Volta da França ou o Giro da Itália não se colocam como favoritos ao ouro. Além disso, a prova é disputa em apenas um dia, enquanto as competições mais importantes do mundo são realizadas em várias etapas.

 

QUEM CHEGA FORTE AO RIO:

É bom ficarmos de olho em nomes como o do britânico Chris Froome (foto), tricampeão do Tour de France nesse ciclo, incluindo o desse ano, o italiano Vicenzo Nibali, vencedor do Tour de France de 2014 e do Giro da Itália de 2013, e Alejandro Valverde da Espanha, dono de seis medalhas em mundiais. O ciclismo de estrada é conhecido por seus jogos de equipes, sendo assim, surpresas costumam acontecer, portanto é bom ter sob o radar países como Bélgica, Espanha, Itália e Grã-Bretanha. A América Latina também conta com bons nomes, sobretudo os colombianos, uma das potencias do ciclismo. Peter Sagan, da Eslováquia, apesar do circuito não o favorecer também merece destaque, já que foi campeão mundial de 2015.

ciclismo chris froome

Quem representa o Brasil?

O Brasil terá dois ciclistas competindo no Rio de Janeiro, na prova que ocorrerá no dia 06 de agosto, logo no primeiro dia de disputas. O experiente Murilo Fischer (foto), presença comum em alguns dos torneios mais tradicionais do Circuito Mundial, estará na sua quinta participação olímpica. Já o paraibano Kléber Ramos fará a sua primeira participação olímpica. Sem muita tradição brasileira no esporte ou resultados de grande destaque nas principais competições dos dois brasileiros, o pódio só viria com uma grande zebra, o que é bem improvável de acontecer.

ciclismo murilo fischer

PALPITE DO GUIA

ouro: Vicenzo Nibali

prata: Chris Froome

bronze: Alejandro Valverde

Brasileiros: Um top 20 já seria um bom resultado.

 

FEMININO

QUEM CHEGA FORTE AO RIO?

Na prova feminina um dos maiores nomes da história do ciclismo feminino estará em ação. A holandesa Marianne Vos (foto) é tricampeã mundial do ciclismo de estrada, sendo um deles no atual ciclo olímpico, em 2013. Ela ainda é a atual campeã olímpica do ciclismo de estrada e foi campeã olímpica na corrida por pontos em Pequim 2008. A atual campeã do Giro da Itália, a americana Megan Guarnier é um dos principais nomes do Circuito Mundial. A britânica Lizzie Armitstead (foto) é a atual campeã mundial e também pode ser apontada como a favorita. Com boa participação em algumas etapas do Giro da Itália e o Tour de France, a italiana Elisa Borghini também devem estar na briga, assim como a holandesa Anna van der Breggen, que soma várias medalhas em mundiais de estrada, o título do Giro da Itália de 2015, além de boas participações no circuito. A jovem polonesa Katarzyna Niewiadoma vem crescendo muito no circuito mundial e pode ser uma das surpresas no pódio. Ela vem frequentando o top 10 em muitas competições nos últimos anos, entre elas o Giro da Itália, quando foi 5ª colocada ano passado.

lizzie ciclismo

 

QUEM REPRESENTA O BRASIL?

Assim como no masculino, as mulheres também terão duas representantes na atual edição dos Jogos Olímpicos. Clemilda Fernandes, de 37 anos, foi medalhista de bronze no Pan Americano do Rio de Janeiro em 2007, além de ter participado das Olimpíadas de 2008 e 2012, quando foi 23ª colocada nessa prova. Já Flávia Oliveira participará de sua primeira edição olímpica, e apesar de ter tido resultados importantes nos dois últimos anos, deverá ficar distante do pódio, assim como Clemilda.

clemilda ciclismo

PALPITE DO GUIA

ouro: Lizzie Armitstead (Grã-Bretanha)

prata: Marianne Vos (Holanda)

bronze: Megan Guarnier (EUA)

Brasileiras: Assim como no masculino, um top 20 já seria um resultado muito positivo.

 

CONTRARRELÓGIO

Na competição que será realizada na manhã do dia 10 de agosto, outros nomes aparecem como os favoritos. Tom Dumoulin, (foto) da Holanda, vencedor de várias etapas do contrarrelógio em competições como o Giro e o Tour, soma ainda uma medalha de bronze no mundial de 2014. O experiente Fabian Cancellara, da Suíça, tem longo histórico de medalhas olímpicas e mundiais, sendo um bronze no contrarrelógio no mundial de 2013, em Florença, na Itália. É um nome a se ter em conta. O alemão Tony Martin somou em sua carreira dez medalhas ao longo de sua carreira no contrarrelógio entre competições individuais e por equipes. Dessas medalhas, uma dela foi o ouro individual no mundial de 2013. O britânico Chris Froome volta a carga também nessa competição, e nomes como o do italiano Adriano Malori e do bielorrusso Vasil Kiryienka não podem ser descartados.

tom dumoulin ciclismo

QUEM REPRESENTA O BRASIL?

O Brasil não terá representantes nessa disputa

 

PALPITE DO GUIA

ouro: Tom Dumoulin (Holanda)

prata: Tony Martin (Alemanhã)

bronze: Chris Froome (Grã-Bretanha)

 

FEMININO

A favorita na prova contrarrelógio do Rio de Janeiro, disputada também no dia 10, é a neozelandesa Linda Villumsen (foto), atual campeã mundial da prova. A americana Kristin Armstrong tentará ser tricampeã olímpica em solo carioca. A alemã Lisa Brennauer, ouro no mundial de 2014 e bronze no mundial de 2015, é outra que pode garantir sua presença no pódio. As holandesas Anna van der Breggen, que vem de uma prata no último mundial, e Hellen van Dijk campeã dos Jogos Europeus de Baku em 2015 e detentoras de várias medalhas em mundiais, são nomes a serem considerados.

ciclismo lnda

Quem representa o Brasil?

O Brasil não tem representantes na disputa

PALPITE DO GUIA

Ouro: Linda Villumsen (Nova Zelândia)

prata: Anna van der Breggen (Holandesa)

bronze: Lisa Brennauer (Alemanha)



Paulistano, 27 anos, deixou a publicidade e o marketing esportivo para ingressar no jornalismo e conseguir cobrir grandes eventos esportivos. Apaixonado por esportes olímpicos e futebol americano, sonha em estar no Rio de janeiro em 2016 para cobrir os Jogos Olímpicos in loco.