Opinião: E agora Grêmio, vamos ser campeões?

Foto: Rodrigo Rodrigues/Divulgação/Grêmio FBPA

Se havia alguma desconfiança, agora não há mais dúvidas de que o Grêmio é candidatíssimo ao título do Brasileirão 2016. Isso não significa que o caminho será fácil e que o caneco está na mão. Muito pelo contrário, favoritismo demanda um alto nível de responsabilidade. 

Do inferno ao céu

Quando todos nós pensávamos que o tricolor iria deslanchar, vencer seus jogos contra América-MG e Santa Cruz e disparar na tabela do campeonato, o Grêmio sucumbiu. Mesmo com todas as explicações para os empates desastrosos sendo plausíveis, o torcedor não engoliu, vaiou e mandou o time ao inferno.

Dez dias depois, Roger Machado colocou em campo um time rápido e ofensivo para encarar o todo poderoso Corinthians na Arena. E com um adversário que joga e deixa jogar, o Grêmio novamente foi extraordinário. Mesmo que as bolas aéreas na defesa ainda dão calafrios no torcedor, o ataque foi fulminante; direto no calcanhar de Aquiles do adversário, explorando os espaços deixados pelo avanço dos laterais.

A Arena lotada, vibrante e entusiasmada gritou olé. E na euforia, o torcedor coloca novamente o tricolor lá nas alturas, reacendendo a esperança de título. Tudo isso com razão, pois o tricolor teve um desempenho digno de candidato forte ao título; de uma equipe bem treinada e capaz de encarar qualquer adversário no returno do Brasileirão.

E agora Grêmio, vamos ser campeões?

Essa é pergunta que o torcedor gostaria de transformar em uma afirmação. Porém parar tirar o ponto de interrogação e colocar uma exclamação no final dessa frase, o Grêmio precisa ter a responsabilidade de um favorito ao título.

Isso significa que o favoritismo deve jogar à favor no psicológico dos jogadores e na comissão técnica e, claro, o nível de performance deve continuar alto. As oscilações normais de um campeonato longo o Grêmio já teve e deve deixa-las para trás.

Agora é a hora de embalar para ser campeão. Aquele momento de impor a capacidade tática, do jogador se superar para elevar o nível técnico e de todos manterem a motivação independentemente da posição do adversário na tabela.

Não existe caminho fácil para levantar o caneco. Entretanto o Grêmio já mostrou que tem totais condições de percorrê-lo.



Luis Henrique Rolim usa do sarcasmo e da linguagem popular para comer as pizzas do esporte. Futebol, surfe e Jogos Olímpicos são seus sabores favoritos. Ama os gordurosos assuntos extra-campo, e por isso tem colesterol acima da média. Debate ideias, não pessoas.