Opinião: Palmeiras pode se complicar no Brasileirão após perder Prass

Crédito da foto: Cesar Greco/Agência Palmeiras

O primeiro sentimento do palmeirense após o corte de Fernando Prass da Seleção Olímpica foi de apoio incondicional. #ForzaPrass começou a surgir em peso no Twitter, junto a inúmeras declarações e homenagens do torcedor alviverde. Não é por menos, a trajetória de Prass no Palmeiras é de ídolo. Veio defender a camisa do clube em 2013, deixando o Vasco para disputar a Série B pelo clube paulista. Ajudou muito a equipe no retorno para a elite do futebol brasileiro e fez de 2015 seu melhor ano, conquistando de forma heroica a Copa do Brasil. Não há dúvidas que a partida que marcará o retorno de Prass aos gramados terá o Allianz Parque lotado e cantando em coro o nome do seu goleiro.

Mas a pergunta que surge para o palmeirense nessa ressaca de segunda-feira após a derrota para o Botafogo é: O Palmeiras corre risco no Brasileirão após perder Prass? O mais natural depois dessa pergunta é olhar para o seu substituto direto. Vagner, com 26 anos, teve destaque ao ser campeão paulista pelo Ituano em 2014, defendendo um pênalti decisivo contra o Santos na final. Depois defendeu o Avaí na Série B e ao final de 2015 veio ao Palmeiras ser o substituto direto de Prass.

Vagner já preparava sua estreia alviverde desde que Micale anunciou Prass para a Seleção Olímpica. Seriam sete rodadas debaixo da meta do Palmeiras. Durante seu período de preparação o jogador conversou muito com Prass, que deu apoio ao seu colega e pediu apoio da torcida ao jovem goleiro. Mas a lesão de Prass pegou todos de surpresa e Vagner pode ficar com as luvas nas mãos por mais tempo do que todos esperavam.

É cedo para julgar Vagner, ainda mais depois desses dois jogos onde o Palmeiras jogou mal coletivamente. Na sua estreia contra o Atlético-MG, no Allianz, Vagner fez uma defesa difícil no chute de Robinho, mas não teve muita culpa no gol de Leandro Donizete. Contra o Botafogo também não teve muita culpa nos gols de Neilton, mas foi um pouco inexperiente ao cometer pênalti em Vinicius Tanque. Faltou malícia ao goleiro, algo que Prass tem de sobra no auge da sua experiência aos 38 anos.

A experiência de Prass é o que fará mais falta ao Palmeiras ao longo do Brasileirão. Prass sabe ser ídolo, não leva desaforo para casa, sabe se portar sob pressão e intimida seus adversários. Um goleiro que se agiganta diante de uma cobrança de pênalti. Um jogador referência dentro do gramado alviverde. Qualidades indispensáveis para quem está brigando por um título de um campeonato tão difícil como o Brasileirão. Talvez sua falta será mais sentida do que até mesmo a de Gabriel Jesus.

Uma coisa é fato: se o Palmeiras continuar apresentando o mesmo futebol dos últimos dois jogos pode se complicar, e muito, no Brasilerão. É hora do Palmeiras estudar seus erros e buscar um novo caminho para voltar a jogar da forma bonita que demonstrou até agora. Cuca tem que passar a confiança que o time precisa. Nomes experientes e vitoriosos como Zé Roberto e Edu Dracena tem que crescer em campo e a defesa alviverde precisa ser mais unida do que nunca para dar apoio a Vagner. E o mais importante fica a cargo do torcedor. Transformar o Allianz em um caldeirão em todas as partidas e ser o 12º jogador que o Palmeiras precisa.

Foto: Reprodução/Facebook
Foto: Reprodução/Facebook