Opinião: São Paulino, é hora de agradecer Edgardo Bauza

Foto: Rubens Chiri/Saopaulofc.net

Edgardo Bauza agora faz parte do passado do São Paulo. O argentino deixa o Tricolor Paulista para assumir a Seleção da Argentina, mas deixa um bom legado para o clube.

Ele chegou em janeiro, em meio ao caos da transição da saída de Carlos Miguel Aidar e chegada de Carlos Augusto Barros e Silva (o Leco), e encontrou uma equipe que tinha uma vaga garantida na Libertadores, mas sem direito a passagem direta para a fase de grupos. Ele teria que decidir sua sorte contra a Universidad Cesar Vallejo e conseguiu passar, embora com algum sofrimento após o 1 a 1 na ida e o 1 a 0 no Pacaembu na volta.

Chegou a fase de grupos e o São Paulo caiu numa chave com The Strongest (BOL), River Plate (ARG) e Trujillianos (VEM) e logo de cara um susto, daqueles de contestar trabalho pelo resto da vida. Derrota em casa para o The Strongest por 1 a 0 e desconfiança generalizada. Porém, o Tricolor deu a volta por cima e avançou junto com o River para a fase de grupos.

Nas oitavas, uma goleada na ida por 4 a 0 e uma derrota fora na volta por 3 a 1 garantiram o “Clube da Fé” na fase seguinte, cujo adversário seria o Atlético-MG. 1 a 0 a favor na ida e uma sofrida derrota de 2 a 1 na volta carimbaram a vaga para a semifinal contra o Atlético Nacional (COL). Aí, uma derrota em casa por 2 a 0 e uma outra derrota fora por 2 a 1 resultaram no fim do caminho tricolor na Libertadores em 2016.

Os resultados no Brasileirão estavam bem honestos para a campanha do clube. Contudo, o maior legado foi puxar jovens das categorias de base para o elenco principal. João Schmidt, Lucas Fernandes, Pedro e Artur são exemplos de jogadores alçados ao elenco principal, coisa que Muricy Ramalho e até mesmo Juan Carlos Osorio não faziam com a frequência que se esperava e desejava.

Talvez tenha faltado tempo para o trabalho render um pouco mais e quem sabe virem conquistas com Bauza, mas acho que o sentimento que o torcedor são paulino deve ter neste momento é de gratidão. Por ter conseguido resgatar o clube (do lado de dentro do vestiário) dos escombros da gestão Aidar e por ter levado o São Paulo além de onde se esperava, em particular na Libertadores deste ano.