Remando contra a maré

 

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O clube que nasceu também do remo, tem a obrigação de saber navegar com inteligência e sempre olhando o futuro.
Fernando Pessoa falou que para passar além do bojador, tem que se passar pela dor. Mães choraram em ver os filhos partirem, em novas aventuras rumo ao mar do desconhecido, mas era necessário.
Sport Club Corinthians Paulista divide-se um alguns momentos chave como: Fundação, a entrada na Liga, década de 50, jejum e o gol do Basílio, Democracia Corinthiana, era Matheus, passando pelo Dualib e o pós Ronaldo Fenômeno/Andrés. Sendo assim existem inúmeros momentos chaves, muitos vão lembrar de outros. Porém, o que fica é a necessidade de mudança.

Posto isto, elencarei três novos rumos neste mar que vivemos e analisaremos cada qual. Antes já aviso que o texto causará traumas, mas são necessários.

A proposta que se segue vem em organizar este Navio chamado Corinthians, para rumos condizentes com seu gigantismo.
Sugiro dividirmos o clube em três, sendo:

– Social ( Parque São Jorge), seria comandado por alguém como Citadini ou Ilmar. Cuidaria do social e da imagem histórica do clube.
– Futebol (time, comissão técnica e contratação), teríamos o Roberto de Andrade e a atual gestão.
– Corinthians S.A. Este que vai gerar mais discussão, farei uma breve introdução comparando a história de outra grande empresa (sim empresa, pois aqui a marca Corinthians será tratada como empresa).
A Marvel Comix, na década de 90 passou por uma crise a ponto de fechar o que salvou sua marca, foi mudar o posicionamento e investir em filmes. Hoje ela está saudável financeiramente e goza de prestigio renovado.
Disney recomprou a PIXAR e assim renovou sua marca.
Muitas aquisições de bancos como o Unibanco com o Itaú, mostrou a força de visão dos Setúbal.
Por que virar S.A? Pois assim teríamos alguém do mercado como CEO que mostraria números e valorizaria nossa imagem. Negociaria NR, marca, Marketing seria condizente com nosso tamanho e supriria a necessidade de consumo desta nova fatia de mercado que nasceu no pós-governo Lula.
No todo não haveria crise, pois ninguém perderia cargos e sim ganhariam, e a instituição sairia fortalecida. Um adendo aos nossos rivais. O SPFC faz hoje campanhas para classes C, D e E estarem em seu estádio e seu Sócio Torcedor premia com brindes que é assíduo. Nós só temos desconto no FT e excluímos a cada dia mais o “povo”. Sendo que o povo hoje consome muito mais que a 20 anos atrás.
Já o Palmeiras fecha patrocínio, vende jogador a preço de Europa e tem NR, nós temos promessas, vendas mal explicadas e a baixo do mercado.
Isto tudo seria sanado com uma gestão de um CEO do mercado.
O Social criaria seus mecanismos de auto gestão, assim como o Futebol. Já a S.A seria a Matriz financeira deste Corinthians, deixando o Social cuidar da historia e dos esportes Olímpicos e o Futebol só buscando novos títulos. Quem sairia perdendo? Os rivais.
Ferroviária virou empresa, leiam mais no site dela: http://www.ferroviariasa.com.br/gestao

Finalizo com o professor Eric John Earnest Hobsbawm, em seu antológico livro “A Invenção das Tradições”, análise de um site sobre o tema:

(…)Ainda, há algumas situações em que as tradições são parte inventadas, parte desenvolvidas em grupos fechados ou realizadas de modo informal em determinado ambiente aberto e se perpetuam.
Também, existiriam adaptações para conservar velhos costumes em condições novas ou para usar velhos modelos para novos fins (ex: Igreja Católica frente a novos desafios).
O autor prossegue, citando vários exemplos e variações sobre o tema que provocam um debate quanto à apropriação de objetos do passado para perpetuação do presente ou para definição de uma ritualística capaz de estabelecer um padrão de perpetuidade.
Em síntese, sobre as tradições inventadas desde a Revolução Industrial, Hobsbawm propõe classificação em três categorias superpostas, quais sejam:

a) As que estabelecem ou simbolizam a coesão social ou as condições de admissão de um grupo ou de comunidades reais ou artificiais;
b) As que estabelecem ou legitimam instituições, status, ou relação de autoridade
c) aquelas cujo propósito principal é a socialização, a inculcação de ideias, sistemas de valores e padrões de comportamento.

A Fiel espera novos rumos desta nau e que sejam condizentes com o mar que navegas!