Zanetti presta continência, mas vê técnico atacar militares: “Só pega atleta pronto”

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A relação entre atletas olímpicos brasileiros e as Forças Armadas gerou polêmica nesta segunda-feira. Medalhista de prata nas argolas, Arthur Zanetti, que ocupa o posto de 3º sargento da Força Aérea, prestou continência ao subir no pódio para receber a premiação.

Já o seu técnico Marcos Goto preferiu atacar os militares.

“Eles não treinam lá, só são contratados. Eu que dou treino para o meu atleta, não são militares. Apoiar atleta de alto nível é muito fácil. Quero ver apoiar a criança. Pegar atleta pronto é muito fácil”, disse Goto após a conquista da segunda medalha olímpico de Zanetti – ele foi ouro em Londres-2012.

A ligação entre atletas de alto rendimento e forças militares gera muita polêmica, principalmente quando o esportista ganha medalha e sobe ao pódio. O ato de levar a mão direita à cabeça chegou a ser proibido, mas depois liberado.

Zanetti tornou-se militar em junho, apenas dois meses antes da realização dos Jogos, o que aumenta ainda mais as criticas ao formato de apoio atual.



Editor senior do Torcedores.com, o jornalista formou-se na Universidade Metodista em 2009 e passou pelas redações do Diário do Grande ABC, Agora SP, UOL e Fox Sports, onde fez a cobertura da Copa do Mundo de 2014. Está no Torcedores desde outubro de 2014.