Boa derrota, Cuca? Veja o que técnico do Palmeiras falou após derrota para o Grêmio

Palmeiras
Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

Na última quarta-feira, o Palmeiras foi derrotado pelo Grêmio por 2 a 1, em Porto Alegre, e saiu atrás na série válida pelas quartas de final da Copa do Brasil. O resultado, todavia, não foi considerado de todo ruim pelo técnico Cuca, principalmente pelo gol marcado como visitante, que faz o Verdão precisar de uma vitória simples por 1 a 0 para avançar na competição. O segundo jogo está marcado para o Allianz Parque, no dia 19 de outubro, às 21h45.

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Além disso, o comandante do Verdão comentou sobre o jogo de contato no Sul, que fez Gabriel Jesus ser o principal alvo dos marcadores do Grêmio, assim como tinha acontecido na partida pelo Brasileirão. Outro ponto destacado por Cuca foi a ajuda primordial de Zé Roberto para prever o esquema de Renato Gaúcho, com Ramiro como elemento-surpresa.

Confira os principais trechos da entrevista coletiva de Cuca:

ANÁLISE DA PARTIDA
O primeiro tempo não foi bom. Até estava igual por uns 20, 25 minutos. O Grêmio jogou sem centroavante, com o Luan e o Douglas vindo fazer essa composição, com Pedro Rocha na composição do lado, mas bem marcado pelo Fabiano, que fez um grande jogo a meu ver. Foi um jogo de muito contato. Sem deslealdade, mas com perigo de machucar alguém. Um jogo de muita disputa de espaço, o que desgasta bastante. O Grêmio é um time leve do meio para frente, mas do meio para trás tem essa característica. Pelo primeiro tempo e pelo segundo que fizemos, acho que o resultado é justo.

DERROTA BOA?
Das derrotas, é uma boa derrota, se é que existe uma boa derrota. Perder por 1 a 0 é pior do que perder por 2 a 1. Derrota por 2 a 1 e empate por 0 a 0 são muito próximos na Copa do Brasil. Uma vitória por 1 a 0 nos leva à semifinal e por 2 a 1, aos pênaltis. Vamos ter três semanas para trabalhar bem.

CARÁTER DO JOGO
Nós entendíamos que o jogo de hoje seria diferente, por diversas razoes. É o primeiro jogo na casa do Grêmio, que se torna um jogo de caráter super decisivo. O Grêmio joga com o apoio do torcedor nesse final de ano praticamente na Copa do Brasil, ja que no Brasileirão está, acho que 14 pontos atrás do Palmeiras. Então ele joga tudo em cima dessa competição, por isso é natural ter um ânimo muito grande na competição. Não que a gente não tenha, mas é diferente.

GABRIEL JESUS CAÇADO
Ele é muito marcado. Ele foi aqui, já tinha sido no outro jogo. Com lealdade, mas foi marcado duramente. Só que ele tem que ir se adaptando a isso, porque ele é um grande nome. As pessoas vao fazer marcação firme em cima dele e cabe a nós acharmos o espaço para ele. Tentei colocar ele no meio, na esquerda, depois tirei o (Róger) Guedes e passei ele para a direita. E mesmo marcado em cima, ele foi protagonista do lance do pênalti.

ZÉ ROBERTO AUXILIAR
O Zé jogou aqui no Grêmio e me falou: ‘O Renato (Gaúcho) vai jogar com o Ramiro pela direita’. O Zé foi um bom auxiliar, além de um bom jogador dentro de campo. Sempre é bem difícil jogar com um time com o meio-campo leve e que flutua como é o Grêmio, com Jailson, Walace, Douglas e Luan, e mais a ajuda do Ramiro. Atrás o time deles marcou muito forte, foi um jogo de muita força, com campo molhado, então foi um jogo diferente. Sobra pouco espaço para poder trabalhar a bola tecnicamente. Jogo de muito contato, se o juiz quer, marca uma meia dúzia de pênalti.

CONVERSA COM O ÁRBITRO
Achei que três minutos de acréscimos foi pouco e ele acabou antes. Nesse tipo de jogo, é uma bola que sobra e você faz o gol. Falei numa boa e ele explicou o lado dele.



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.