Presidente da Crefisa será candidata ao conselho do Palmeiras em 2017

Crefisa
Foto: Cesar Greco / Ag. Palmeiras

Responsável por depositar quase R$ 80 milhões de patrocínio nos cofres do Palmeiras, a Crefisa parece estar firme no projeto de ter mais influência no dia a dia do clube alviverde. Reportagem do jornal “Lance!” informou nesta quinta-feira que Leila Pereira, dona da empresa financeira e também da Faculdade das Américas (FAM), irá concorrer à eleição para o Conselho Deliberativo do Verdão, prevista para fevereiro de 2017.

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A candidatura da empresária ainda não foi oficializada, mas as tratativas estão adiantadas para que dispute o pleito pela chapa “Palmeiras Forte”, liderada pelo ex-presidente do Palmeiras, Mustafá Contursi. Para ser votado em cargos no clube, é preciso ser sócio há, pelo menos, oito anos – Leila faz parte do quadro de associados desde 1996.

Integrar-se ao Conselho do Verdão é considerada uma forma de se aproximar ainda mais patrocinador e clube, que têm contrato expirando agora em dezembro. Ainda não há informação de que haja discussão para renovação do vínculo, mas a tendência, nessa linha e também pelo fato de o clube ser favoritíssimo ao título do Campeonato Brasileiro, é que Crefisa e Palmeiras caminhem juntos em 2017.

O “Lance!” diz que outros pontos positivos para uma renovação entre Crefisa e Palmeiras é o fato de Leila e seu marido José Roberto Lamacchia terem ótimo relacionamento com Maurício Galiotte, atual vice-presidente e candidato único à presidência do clube para o biênio 2017-18.

Embora pessoas próximas de Leila neguem a intenção de a empresária vir a ser presidente do clube no futuro, ser conselheira do Palmeiras é o começo para tal plano. Segundo o estatuto, para se candidatar ao cargo de presidente do Palmeiras, a pessoa teria que primeiro se associar ao clube, o que já fez, e cumprir dois mandatos no Conselho.

PIVÔ DE POLÊMICAS

O relacionamento entre o presidente do Palmeiras, Paulo Nobre, e a Crefisa experimenta momentos conturbados desde o ano passado. Na reta final de 2015, Leila considerou a ideia de lançar uma camisa retrô com a marca da Parmalat, algo pensado pela diretoria, uma “falta de lealdade” e ameaçou romper a parceria com o clube.

Naquele momento, foi Maurício Galiotte quem tornou-se o elo entre patrocinadores e clube. A crise foi contornada, tanto que no início do ano houve um aumento no contrato. Em fevereiro deste ano, nova rusga, pois Zé Roberto se esqueceu de usar camisa do Verdão em entrevista pós-jogo pelo Campeonato Paulista. Além disso, o clube fez campanha de divulgação do programa de sócios-torcedores Avanti na vestimenta, o que irritou ainda mais a patrocinadora.

Por cerca de três meses, a Crefisa não aceitou pagar o valor de contrato ao Palmeiras, algo que fez o próprio Paulo Nobre emprestar cerca de R$ 20 milhões aos cofres alviverdes. No início de maio, então, clube e patrocinadores chegaram a um consenso sobre aditivos no contrato e o Verdão recebeu a quantia da patrocinadora.

Vale lembrar que Crefisa/FAM pagam R$ 78 milhões ao Palmeiras. Destes, R$ 66 milhões são para estampar suas marcas na roupa de jogo (camisas, shorts e meia), além de cerca de R$ 12 milhões pelos gastos com o atacante Lucas Barrios. Os parceiros também viabilizaram as contratações de Vitor Hugo e Thiago Santos no ano passado.



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.