Relembre trajetória de Zé Roberto à frente da Seleção Feminina de Vôlei

Reprodução/CBV

Ao longo dos 13 anos a beira das quadras com a seleção feminina, José Roberto Guimarães coleciona histórias por onde passou. Nesta sexta-feira, a Confederação Brasileira de Vôlei confirmou a presença do tri campeão olímpico por mais 4 anos no cargo de treinador. Entre as competições nesse período estão a disputa de três olimpíadas, dois mundiais da categoria, oito títulos do Grand Prix, além de torneios como Copa dos Campeões e Sul-Americanos.

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José Roberto assumiu o comando da equipe feminina após a saída do treinador Marco Aurélio Motta, que tinha problemas de relacionamento com algumas jogadoras na época. Com a tarefa de assumir a equipe para as Olimpíadas de Atenas, em 2004, o comandante viu a equipe perder a semifinal para a Rússia na incrível virada dos 24 a 19.

Após Atenas e com uma série de incertezas em torno da equipe brasileira, José Roberto conseguiu montar a melhor geração do vôlei feminino no Brasil. Com ascensão de jogadoras com Fabiana, Sheilla, Paula, Mari, Fofão, Walewska, Jaqueline, Sassá e Thaísa, a equipe passou pelo grande teste, os jogos Pan-Americano do Rio de Janeiro, em 2007. Mas, a derrota para Cuba na final gerou uma série de incertezas para Pequim um ano depois.

E com esse ar de desconfiança a equipe brasileira teve um resultado brilhante nas olimpíadas de 2008, com a conquista da medalha de ouro invicta perdendo somente um set durante todo o campeonato. Com a conquista olímpica, a equipe era o time a ser batido e como favorito chegou ao mundial do Japão como favorito. Mas a Rússia com Gamova e companhia deixou o Brasil com o vice-campeonato.

Ainda com um bom desempenho após o mundial a equipe seguiu na liderança do ranking da Federação Internacional de Vôlei. Com o crescimento de equipes como EUA e China o treinador sabia que teria uma tarefa difícil para conquistar o bicampeonato olímpico. E a conquista em Londres 2012 foi mesmo dura, principalmente com a fase irregular na fase de classificação, a grande partida para o elenco brasileiro seria a Rússia, nas quartas de finais e a partida vencida no tie-break de 21 a 19 para as brasileiras, consequentemente resultando na conquista do bicampeonato.

Depois de Londres a expectativa para o tricampeonato olímpico cresceu ainda mais com a disputa das Olimpíadas tendo como sede o Rio de Janeiro. Mas no meio desse ciclo olímpico, mais uma disputa de um mundial de vôlei, em 2014, na Itália. Porém, a boa campanha não foi necessária para a conquista do único título que falta para o vôlei feminino, resultado, queda para os Estados Unidos na semifinal e conquista de terceiro lugar diante das donas da casa.

Com o crescimento de potências como Sérvia e Holanda, e a consolidação de China e Estados Unidos, o Brasil continuava como favorito ao título no Rio de Janeiro. Sem poder disputar a Copa do Mundo torneio classificatório para as Olimpíadas a equipe acabou em um grupo mais fraco no torneio. E a derrota para a China no tie-break encerrou um ciclo muito vitorioso de José Roberto Guimarães.

Agora o treinador vai estar a frente de seu maior desafio com a equipe brasileira, que já nas próximas convocações atletas com menos experiencia devem ser chamadas para treinar na equipe adulta. Com isso, a seleção deve disputar o máximo de competições durante a temporada, tendo o Grand Prix como a principal delas.

Foto: Reprodução/CBV