América-MG x Palmeiras: Presidente do Atlético dispara contra venda de mando do Coelho

Bruno Cantini/CAM

O América-MG confirmou na última semana que havia vendido o mando de campo para o confronto contra o Palmeiras, que ocorre neste domingo, para a cidade de Londrina, no estádio do Café. O negócio foi consolidado pelo ex-jogador e hoje empresário, Roni, que desembolsou cerca de R$ 700 mil. O presidente do Atlético-MG, Daniel Nepomuceno, fez duras críticas ao episódio entendendo ele ser vergonhosa e que tal atitude que privilegia a torcida adversária apenas para arrecadar receita, vai contra o esporte.

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É uma vergonha. Eu acho, primeiro, que a regra tem que ser modificada e não pode aceitar essas coisas. É contra o esporte, e a torcida desanima. A diretoria tem que arranjar outras maneiras de pagar as contas, fazer um estudo – como já aconteceu em outros times- mas o Atlético vai buscar para que isso seja proibido isso nos próximos jogos. Se um time tem condição de comprar, eu quero condição de comprar mando de outros times. Sou totalmente contra neste momento do campeonato, campeonato diferente. Se o América ganhasse ontem (segunda-feira) podia sair da lanterna. Eles venderam (o mando de campo) antes e não é o que eu espero. Vou entrar com outro pedido, se alguém tem direito de comprar o mando que todos tenham. Se é para avacalhar, que todos possam fazer isso também”, disse Daniel ao Globoesporte.com

Na sua visão, Daniel acredita que o América já aceitou o rebaixamento e abriu mão da competição. Diante deste cenário, o dirigente atleticano sugere uma punição ao clube.

Eu estou dizendo o seguinte: a regra determina, na FMF (Federação Mineira de Futebol), que você pode mudar o mando dentro do Estado. Até aí você entende. O Flamengo, que é o único time que não teve outra maneira, nós discutimos na CBF, de levar jogos em outras praças devido à Olimpíada. A partir disso, você ter negociação do seu mando é uma vergonha para a torcida, que não tem que aceitar isso. Segundo que isso muda completamente a regra. Da mesma maneira que ele que já caiu e foi campeão vai abandonar o campeonato, deveria haver punição. Eu não posso depender do América para nada, o Atlético caminha com as próprias pernas e, sempre que depende de qualquer ligação, somos prejudicados por não ter esta visão”, disparou Daniel.

Eu acho que futebol sério não é assim. Já muito se discutiu torcida mista, trocar de praça: jogar em Varginha, Juiz de Fora ou Triângulo Mineiro, mas sempre privilegiando minha torcida. Agora vender o jogo pra levar torcida do adversário, porque você não está na disputa, não é futebol isso, é negócio. Futebol não e assim não”, finalizou Nepomuceno.

DEFESA DO AMÉRICA

Por sua vez, o América-MG justifica que o intuito não é a venda do mando de campo, mas sim, a bilheteria. Fabiano Jardim, um dos presidentes do clube de Belo Horizonte, diz que a postura se deve a necessidade de fazer caixa.

Realmente, a gente está aquém do que era esperado para o ano de 2016. Isso gerou uma necessidade de caixa, para fechar as contas. A proposta financeira feita foi muito boa para o clube. Não estou vendendo um jogo, mas sim o direito econômico da bilheteria”, afirma Fabiano.

Ainda de acordo com Fabiano, o mesmo pode ocorrer em partidas contra o São Paulo e Flamengo.

Temos propostas para esses jogos, sim. A ideia é tentar reverter isso e não precisar vender“.

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