Brasil x Bolívia: Lembre cinco jogos históricos entre as seleções

Futebol
Foto: Reprodução/TV Globo

Nesta quinta-feira, Brasil e Bolívia se enfrentam às 21h45, na Arena das Dunas, em Natal, pela 9ª rodada das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2018. As duas seleções já se enfrentaram 27 vezes, com vantagem esmagadora para os brasileiros no retrospecto. Foram 19 vitórias canarinhas, três empates e apenas cinco vitórias para os bolivianos. Abaixo, vamos recordar cinco duelos históricos entre as duas seleções:

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1 – Brasil 10 x 1 Bolívia – 1949

O Campeonato Sul-Americano de 1949 – que hoje é conhecido como Copa América – foi disputado em pontos corridos. O torneio teve o Brasil como sede. No dia 10 de abril, os anfitriões entraram em campo no Estádio do Pacaembu, em São Paulo, para enfrentar a Bolívia, pela segunda rodada do campeonato. E foi um passeio brasileiro. O resultado de 10 a 1 é, até hoje, a maior vitória da seleção brasileira em jogos oficiais. O grande destaque foi o atacante Nininho, da Portuguesa, que fazia sua estreia com a camisa canarinho e anotou um hat-trick. Zizinho, Cláudio Pinho e Simão, duas vezes cada um, e Jair da Rosa Pinto completaram o placar. O Brasil seria campeão daquela edição do Sul-Americano, com oito vitórias, todas por goleada, inclusive um 7 a 0 sobre o Paraguai na final, e apenas uma derrota.

Foto: Reprodução/Twitter oficial da Confederação Brasileira de Futebol
Equipe do Brasil que venceu a Bolívia por 10 a 1 no Pacaembu em 1949 (Foto: Reprodução/Twitter oficial da Confederação Brasileira de Futebol)

2 – Bolívia 2 x 0 Brasil – 1993

As duas seleções se encontraram na segunda rodada da fase final das Eliminatórias para a Copa do Mundo de 1994, em La Paz. Um apagão, daqueles que a gente conhece bem na seleção brasileira, decretou a primeira derrota do Brasil em uma partida de Eliminatórias. A Bolívia vinha embalada por uma vitória por 7 a 1 sobre a Venezuela, enquanto o Brasil tinha apenas empatado com o Equador. Na altitude de La Paz, o scratch canarinho havia conseguido segurar o ímpeto boliviano por 88 minutos, com direito a Taffarel pegando pênalti. Mas, aos 43 minutos do segundo tempo, o goleiro brasileiro falhou feio, se atrapalhou em um chute sem ângulo de Marco “El Diablo” Etcheverry e foi de herói a vilão naquele dia. No minuto seguinte, Peña deu números finais à partida. Mais tarde, as duas seleções voltariam a se encontrar em Recife, e o time brasileiro foi impiedoso, aplicando uma goleada de 6 a 0. Os dois países acabaram classificados para a Copa do Mundo de 1994, que viria a marcar o tetracampeonato brasileiro, encerrando um jejum de 24 anos sem conquistas.

3 – Brasil 8 x 0 Bolívia – 1977

Um jogo para deixar os saudosistas com lágrimas nos olhos. Uma seleção com Luiz Pereira, Cerezo, Zico, Rivellino, Dinamite, Reinaldo e cia. Dos tempos que, com 30 minutos do primeiro tempo, o Brasil era quem estava goleando, e não sendo goleado. O jogo era válido pelas Eliminatórias da Copa do Mundo de 1978 e foi disputado em Cali, na Colômbia. Uma atuação de gala do Galinho. Zico fez quatro gols, e participou de outros três. Só não participou do último porque havia sido substituído. Ainda assim, o gol foi marcado por Marcello, que entrou no lugar do camisa 15 – a 10 estava com Rivellino. Roberto Dinamite, Búfalo Gil e Cerezo marcaram os outros gols daquele dia.

4 – Brasil 5 x 0 Bolívia – 2000

Romário não atuava pela seleção desde abril de 1999. O Baixinho ficou de fora da Copa América e dos Jogos Olímpicos de Sydney por conta de desavenças com o então treinador da seleção brasileira Vanderlei Luxemburgo. Porém, quando a corda apertou no pescoço, Luxa recorreu ao Baixinho. Envolvido em uma série de escândalos, pessoais e profissionais, Vanderlei ainda via sua seleção viver um momento ruim nas Eliminatórias para a Copa do Mundo de 2002. O Brasil vinha de uma derrota acachapante para o Chile por 3 a 0, havia marcado apenas nove gols em sete jogos e nenhum dos atacantes convocados pelo treinador tinha balançado as redes. Ao ser convocado, Romário avisou que ia fazer Luxemburgo se arrepender de não tê-lo levado para Sydney. E fez mais que isso. Naquele 3 de setembro de 2000, o Baixinho fez chover no Maracanã. Debaixo de um dilúvio, o camisa 11 comandou a goleada por 5 a 0, marcando três gols. O detalhe daquela partida é que o atacante finalizou cinco vezes ao gol boliviano: marcou três vezes e acertou a trave duas. Rivaldo e Marco Sandy (contra), fizeram os outros dois gols.

5 – Bolívia 1 x 3 Brasil – 1997

O nariz roxo pelo frio. Os olhos marejados e arregalados. Com o dedo em riste para as câmeras, vem o desabafo. “Vocês vão ter que me engolir!”, grita o Velho Lobo. Apesar de todos os momentos acima, a frase de Zagallo após o título da Copa América de 1997 talvez seja a imagem mais mais marcante dos confrontos entre Brasil e Bolívia. A seleção brasileira jamais havia vencido uma Copa América fora do solo tupiniquim. Além disso, a última conquista havia sido oito anos antes. Em 91 e 95, a seleção canarinho havia sido vice. Em 93, caiu para a Argentina na quartas de final. A pressão sobre os então campeões mundiais era enorme, ainda mais por ter a melhor dupla de ataque do mundo na época: Ronaldo, que havia acabado se ser eleito pela FIFA o Melhor Jogador do Mundo por duas vezes consecutivas, e Romário. Porém, a final guardava contornos dramáticos. Romário se lesionou na semifinal e não disputou aquela final. Edmundo foi o titular. E foi dele o primeiro gol do jogo. Além da seleção boliviana, a altitude era outro adversário que o Brasil tinha que enfrentar. E foi justamente o ar rarefeito dos 3.640m de La Paz que fez Taffarel falhar, como já havia falhado quatro anos antes. Erwin Sánchez empatou a partida. E a Bolívia só não virou o jogo sabe-se lá por quê. Foram três bolas na trave de Taffarel quando a partida ainda estava 1 a 1. Aos 39 minutos do segundo tempo, Ronaldo recolocou o Brasil à frente. E, nos acréscimos, Zé Roberto garantiu o quinto título brasileiro de Copa América.