Breno surpreende na recuperação e deve voltar em “alto nível” em 2017

Foto: Rubens Chiri / saopaulofc.net

Após a operação no joelho direito desde maio deste ano, o zagueiro Breno se recupera no Reffis do São Paulo e alimenta esperanças de alguns membros do clube. Um deles é o médico tricolor Renê Abdalla, que comentou sobre o tempo de volta do atleta e acredita em um retorno em “alto nível” a partir de 2017.

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“A operação foi um sucesso. Ele é forte, alto e não há dúvida alguma que voltará a jogar em alto nível. Normalmente, são oito meses, mas nós não temos pressa alguma. Ele está fazendo fisioterapia e vai começar a correr no campo em janeiro. Antes disso, não”.

Outro admirador da recuperação do zagueiro é o fisioterapeuta Ricardo Sassaki que descreve com é o atleta na fisioterapia: “Muito dedicado, trabalha bastante e está sempre de bom humor. Psicologicamente, ele está muito bem”.

Breno soma quatro cirurgias no ligamento do joelho, algo considerado extremamente ruim para um atleta profissional que tiram do zagueiro o “status” de atleta competitivo. Outro fato que pesa contra o jogador é o tempo que passou preso na Alemanha. Breno foi preso em dezembro de 2011 e condenado em julho de 2012 à três anos e nove meses de prisão. Deixou a penitenciária antes do fim da pena por bom comportamento apresentado.

A primeira cirurgia aconteceu em 2010 na qual foi colocado um aloenxerto que utilizou ligamentos de um cadáver no joelho. O problema do aloenxerto seria problemas na aceitação do corpo como explica o médico.

“Esta é uma técnica utilizada em países de língua inglesa. Os médicos acreditam que a agressão cirúrgica é menor, assim como o tempo de recuperação. Como existe pouca vascularização nos ligamentos, é errado dizer a palavra rejeição. O correto é haver problemas com aceitação e incorporação do organismo” – comentou Abdalla.

Segundo ele, a técnica deveria ser usada em apenas dois casos: 1)seguidas lesões e 2)após a terceira operação. “Nos dois casos, faltaria ligamentos do próprio paciente, seria necessário utilizar do cadáver”. Como não era nenhuma das duas hipóteses, a cirurgia foi um insucesso e o joelho de Breno continuava inchando e armazenava líquido na área.

Em 2011 houve a necessidade de uma nova cirurgia, dessa vez seria uma artroscopia. “É um método menos invasivo, faz um tipo de limpeza no joelho, afastando corpos livres que tenham ficado no organismo” – explicou o médico do São Paulo. Com um novo fracasso, iniciou um quadro de depressão aliado ao alcoolismo e resultou no ato criminoso.

Contratado em janeiro de 2015 pelo São Paulo, Breno teve que enfrentar um novo processo cirúrgico em novembro daquele ano. O procedimento foi evitado até onde pode mas em vista que o inchaço não diminuia, não houve outra alternativa segundo Renê Abdalla: “Optamos por evitar a todo custo uma nova operação, mas não deu certo. O joelho continuou inchando e então, fizemos a cirurgia”.

O médico ainda desmente quem acredita que o fato de estar sem jogar prejudique Breno: “Só um leigo poderia pensar nisso. O fato de não estar atuando permitiu que seu joelho repousasse, o que é bom. O tempo na prisão não tem nada a ver com o quadro clínico do joelho”.

A partir de janeiro, o atleta iniciará a transição para o campo em busca do aperfeiçoamento da forma física.



Estudante de jornalismo e atualmente setorista do São Paulo no Torcedores.com