Capita rubro-negro: relembre a passagem de Carlos Alberto Torres no Flamengo

Reprodução Twitter/Flamengo

Nesta terça-feira, Carlos Alberto Torres, lateral-direito e capitão da seleção brasileira na Copa do Mundo de 1970, faleceu no Rio de Janeiro vítima de um infarto. “Capita”, como era conhecido, defendeu as camisas de três dos quatro grandes clubes do Estado, entre eles o Flamengo, onde também teve a oportunidade de ser bem-sucedido como treinador.

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Capita chegou ao Flamengo em 1977, já com seus 33 anos e com uma bagagem invejável – capitão do tricampeonato da seleção canarinho no Mundial do México. Além disso, já tinha conquistado títulos por Fluminense, onde começou a carreira, e Santos, onde fez parte da máquina de Pelé campeã da Libertadores e do Mundial Interclubes em 1965.

Por isso o lateral-direito já chegou com a imagem de gênio na Gávea. Em sua passagem por 1977, Capita disputou apenas 19 jogos e de lá foi para os EUA jogar pelo New York Cosmos até os 38 anos.

Após pendurar as chuteiras, Carlos Alberto Torres ainda assim não largou o futebol. Nem o Flamengo. Logo na primeira experiência como técnico de futebol, “pimba”: campeão brasileiro com o Rubro-Negro em 1983, em que seus “pupilos” eram Zico, Adílio, Junior, Leandro, Raul Plassmann e Bebeto, esse último no início de carreira.

Além disso, ainda naquela temporada, Capita levou o Flamengo à semifinal da Libertadores.

Em 2001, Torres teve sua segunda experiência no comando do Rubro-Negro e ajudou a equipe a escapar do rebaixamento no Campeonato Brasileiro.

Veja os depoimentos de Zico e Junior após o falecimento de “Capita”:

Foto: Reprodução/SporTV
Foto: Reprodução/SporTV

“Não armazenava nada daquilo que tinha vivido no passado, sempre passou para os mais jovens e depois em 83, quando for o grande comandante do time do Flamengo campeão brasileiro com algumas inovações, como quando acabou com a concentração. Dizia que nós tínhamos que ter responsabilidade, não ia ficar de babá de ninguém, que casado tinha que ir para casa dormir, cuidar do filho e da mulher, e no outro dia voltar com a cabeça boa para jogar. Isso mostrou toda sua liderança e pioneirismo. Naquela época todo mundo concentrava, e o Carlão mostrou para a gente que não precisava trancar ninguém”, disse Junior à reportagem do GloboEsporte.com.

Foto: Divulgação/Índia Super League
Foto: Divulgação/Índia Super League

“É um momento realmente muito triste pra mim, pela amizade que eu tinha. Eu conheci o Carlos Alberto quando eu tinha 11 anos de idade, quando ele jogava com meu irmão no Fluminense, em 1964, 1965, por aí. E fizemos uma amizade, é um cara que batia bola comigo quando terminava os treinos. Depois consegui jogar com ele no Flamengo, fui dirigido e tive a felicidade de ser campeão brasileiro com ele. Era um cara espetacular. Última vez que estive aí no Brasil com ele, quando fomos homenageados juntos, recebendo o troféu JK. Então foi uma pancada muito forte. Um cara que marcou a história do futebol brasileiro, um cara espetacular e que descanse em paz. Meus sentimentos a toda família, ao Alexandre, meu camarada. E que continuem carregando o exemplo que o Carlos Alberto deixou para todos nós”, afirmou Zico.



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.