“Carlos Alberto Torres tratava a bola como uma pessoa amada”, lembra campeão mundial em 70

Crédito da imagem: Acervo CBF

O ex-zagueiro Brito se destacou no Vasco e no Botafogo, mas também jogou ao lado de Carlos Alberto Torres na seleção brasileira campeã mundial em 70, no México.

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A seleção brasileira de 70 é considerada por muitos o maior time da história. “Carlinhos um atleta dedicado que tinha um caráter forte e uma técnica boa. Ele não maltratava a bola, tratava com o maior carinho, como se tivesse uma pessoa que ele amasse nos braços”, descreveu Brito durante o velório de Carlos Alberto Torres.

A cerimônia ocorreu na sede da CBF, na Barra da Tijuca, e o enterro será na manhã desta quarta (26). “Fui pego de surpresa. Era como se tivesse perdido um pai. Ele era mais novo do que eu, mas foi uma perda tão sentida quanto no momento em que perdi meus mais”, lamentou Brito, visivelmente emocionado

Carlos Alberto Torres vestiu a camisa 4 na seleção e ganhou o apelido de Capita ao vestir a braçadeira da equipe comandada por João Saldanha e Zagallo. “Ele não era nem dos grupos dos mais velhos, mas todo mundo aceitou e foi maravilhoso”, resumiu Brito. Sobre o gol da final da Copa contra Itália, Brito lembra como se fosse ontem. “Naquele lance Pelé matou a bola, passou para ele e o Carlinhos pegou em cheio. Muita gente não repara, mas antes dele chutar a bola deu uma quicadinha e subiu”, concluiu.

(Foto: 4 de outubro de 1970 – Brasil 5×1 Chile – Em pé: Carlos Alberto, Felix, Brito, Joel Camargo, Clodoaldo, Everaldo. Agachados: Nocaute Jack, Jairzinho, Nei Conceicao, Roberto Miranda, Pelé, Paulo Cesar, Mario Américo)