Celso Roth mira seleção e diz que não gosta de ver o Barcelona jogar

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Foto: Ricardo Duarte/Inter

Em crise no Brasileirão e convivendo com a ameaça do rebaixamento, o Inter apostou em um velho conhecido para tentar dar a volta por cima. De volta ao clube, o tradicional dirigente Fernando Carvalho confiou em Celso Roth e a ele depositou a esperança em uma reação do time no campeonato. Roth está na sua quarta passagem pelo Inter e ganhou um alívio na última quinta-feira, ao vencer o Coritiba por 1×0 e respirar na luta contra o Z4.

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Foi justamente no Inter que Roth conquistou o maior título de sua carreira. Em 2010, ele também foi chamado por Fernando Carvalho antes da semifinal da Libertadores. Ao assumir a equipe, o técnico deu uma nova cara e um jeito de jogar ao time, que venceu o torneio continental ao bater o São Paulo na semi e o Chivas, na decisão. Meses depois daquela conquista, Roth admitiu que sonhava dirigir a seleção. Seis anos depois, o desejo não mudou.

“Tem muita coisa ainda (para acontecer na carreira). Projeto seleção, ser campeão mundial. Quero ser campeão da Libertadores de novo, ser campeão do Brasileirão. Minha carreira vai continuar com a mesma convicção que sempre tive e ainda vai longe”, projetou Celso Roth, 58 anos, em entrevista ao jornal Zero Hora.

Barcelona? Para Roth, futebol tem que ser “vertical”

Com Roth no comando do Inter, os torcedores colorados jamais vão ver nem que seja um rascunho do futebol praticado pelo Barcelona. Por um simples motivo: o treinador não gosta de ver o estrelado clube catalão jogar. Ele admitiu que o seu modelo de jogo preferido é o vertical, em direção ao gol, e ilustrou esse sistema citando o Bayern de Munique de 2013, que conquistou a Tríplice Coroa.

“Todos acham maravilhosa a Champions. Por quê? Todos os times são seleções. Quero ver trabalhar aqui, com o que tem no mercado, e fazer o time jogar… É diferente. Gostava de ver o Bayern de Munique, do Jupp Heynckes (em 2013). Fantástico, objetivo. Todo mundo fala do Barcelona. Não gosto de ver jogar”, disse o técnico colorado.

“Vai para um lado, vai para o outro até fazer o gol. O meu futebol é mais vertical, mais objetivo, não abrindo mão da qualidade técnica. O futebol do Barcelona é plasticamente bonito. Mas descobriram como jogar contra eles, colocando todos atrás da linha da bola. Fica uma chatice”, acrescentou o comandante.

Mais do que nunca, o Inter precisará ser vertical para buscar os resultados e afastar de vez a possibilidade do rebaixamento. O clube aguarda os resultados do final de semana para saber se voltará ou não ao Z4. Na quarta-feira, dia 12, encara o Botafogo fora de casa.

 



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.