Começa hoje a Superliga 2016/2017; Veja quem são os favoritos

Façam suas apostas, a edição 2016/17 da Superliga começa hoje, quarta-feira, 26, com uma partida da competição masculina. A bola sobe para JF Vôlei, lanterna do campeonato passado, e Brasil Kirin, atual vice-campeão brasileiro, às 20h, em Juiz de Fora.

Num período em que se discute a elevada média de idade das seleções masculina e feminina do Brasil, é preciso ressaltar a importância da primeira Superliga deste ciclo olímpico para Tóquio 2020.

Com novidades no formato da disputa nos mata-matas e a presença de novos clubes, a edição desta temporada traz alguns favoritos já conhecidos do público que acompanha o vôlei.

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FAVORITAS

Por causa de uma sequência de nove finais disputadas entre cariocas e osasquenses (de 2004/05 a 2012/13), a Superliga feminina era vista como um campeonato em que era imperativo interromper o diálogo dos dois gigantes na disputa do troféu. Contudo, com quatro títulos consecutivos para o Rexona, sendo dois deles contra rivais diversos do Vôlei Nestlé (Sesi, em 2013/14, e Dentil/Praia Clube, na temporada passada), percebeu-se que a variação do roteiro foi para um monólogo. Não bastasse a sequência de títulos, o Rexona-Sesc manteve boa parte das titulares da reta final da última superliga (Roberta, Monique, Carol, Juciely, Gabi e Fabi), e mudou apenas na entrada de rede: saiu Natália, chegou Anne Buijs.

Atual vice-campeão, o Dentil/Praia Clube parece ser o mais sério concorrente do Rexona. O time de Uberlândia não só manteve as principais jogadoras da última campanha, como a norte-americana Alix Klineman, a cubana Daymi Ramirez, a central Walewska, a levantadora Claudinha, como também se reforçou: trouxe a meio de rede Fabiana, titular e capitã da seleção.

Rival histórico do Rexona, o Vôlei Nestlé teve grandes baixas no elenco e só deve pensar em título, ou mesmo em chegar à final, se a equipe achar um jeito novo de jogar. Com a saída das centrais Thaisa e Adenizia, o meio de rede, que sempre foi um ponto forte do time, virou ponto de interrogação.

O trio acima pode ser perturbado pelo Camponesa/Minas. O time de Belo Horizonte manteve a base semifinalista do ano passado e contratou a norte-americana Hooker, potente atacante da seleção medalhista de prata em 2012.

Outra equipe que promete chamar muito a atenção é o Concilig/Finch/Bauru. Treinado pelo técnico da seleção da Rep. Dominicana, o brasileiro Marcos Kwiek, o clube contratou duas jogadoras da seleção caribenha (Brenda Castillo e Prisilla Rivera) e terá Mari, que busca a melhor forma física e técnica para poder entrar em ação.

FAVORITOS

Na Superliga masculina, a pergunta é “quem vai parar o Sada Cruzeiro?”. Não bastasse o clube haver conquistado as duas últimas superligas e haver levantado todos os troféus que disputou na temporada passada, começou a caminhada com um título protocolar no campeonato estadual e um triunfo avassalador no mundial – o terceiro para a coleção, mantém um time muito forte.

Quem também investiu bastante para contestar a supremacia cruzeirense foi o Sesi. É possível que a equipe não tenha o central Sidão, contundido, por toda a temporada. Por outro lado, ainda tem o elenco mais premiado de toda a Superliga, tendo quatro campeões olímpicos na Rio 2016 (Bruno, Lucão, Douglas Souza e Serginho). Além disso, tem o ponteiro Murilo, duas vezes vice-campeão olímpico e bicampeão mundial com a seleção, e o oposto Théo, campeão mundial pelo Brasil em 2010.

O Brasil Kirin, vice-campeão da edição passada, manteve Mauricio Souza, meio de rede titular da seleção de Bernardinho, e o líbero Thiago Brendle. No entanto, perdeu vários jogadores importantes daquela campanha, como o levantador argentino Demián Gonzalez, o oposto Wallace Martins e os pontas Lucas Lóh e Olteanu (romeno). A chance de repetir a façanha de chegar à final do campeonato nacional não parece ser das maiores.

Superliga feminina
Rexona-Sesc (RJ)
Dentil/Praia Clube (MG)
Camponesa/Minas (MG)
Vôlei Nestlé (SP)
Terracap/BRB/Brasília (DF)
Rio do Sul (SC)
Sesi (SP)
Pinheiros (SP)
São Cristóvão Saúde/São Caetano (SP)
Concilig/Finch/Vôlei Bauru (SP)
Renata Valinhos/Country (SP)
Fluminense (RJ)

Superliga masculina
Sada Cruzeiro (MG)
Brasil Kirin (SP)
Funvic/Taubaté (SP)
Sesi (SP)
Montes Claros (MG)
Bento Vôlei (RS)
Minas Tênis Clube (MG)
Lebes/Gedore/Canoas (RS)
Copel Telecom Maringá (PR)
São Bernardo (SP)
JF Vôlei (MG)
Caramuru Castro (PR)