Corinthians: Lava Jato “atrapalha” naming rights

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Foto: Daniel Augusto Jr – Agência Corinthians

Como se tem visto nos noticiários, a Operação Lava Jato tem sido o terror de políticos, empreiteiras e profissionais dos diversos segmentos da construção civil. Para o ex-presidente do clube, Andrés Sanchez, as investigações realizadas pela Policia Federal atrapalham na negociação de venda dos naming rights da Arena construída em Itaquera.

O estádio corintiano foi construído pela Odebrecht, que já foi alvo de diversas buscas, apreensões, e tem presidente e diversos diretores presos. E ainda existe a possibilidade da empresa, ou de seus funcionários, fazerem um acordo coletivo de delação premiada. O que poderia colocar a casa corintiana na rota direta de investigação.

O ex-presidente do Timão deu entrevista para o jornal “O Estado de São Paulo”. Ele começou dizendo que “Incomoda, dificulta, pois todas as obras da construtora estão sendo questionadas. Mas temos uma auditoria para ver a parte financeira e tudo que tem no estádio. Quando acabar, saberemos o que tem de certo e errado, mas é óbvio que a Lava Jato atrapalha, porque ficam falando a toda hora que a arena vai entrar nisso”, afirmou Andrés.

Porém, o ex-mandatário e deputado federal (PT-SP) não tem medo de qualquer investigação que possa acontecer sobre a Arena, o clube ou sobre ele: “O Corinthians não sabe de nada. Mas quero que procurem mesmo, porque se tiver algo errado, o Corinthians é vítima e vai correr atrás dos seus direitos. Eu não tenho medo da Lava Jato, porque não roubei nem sei de ninguém que tivesse roubado no estádio”, completou o cartola.

 

Foto: Daniel Augusto Jr – Agência Corinthians
Foto: Daniel Augusto Jr – Agência Corinthians

 

Durante a entrevista, Andrés admitiu que o valor pedido, pelo direito de exploração do nome do estádio, pode ser reduzido. Inicialmente o Timão trabalhava com valores na casa de R$ 400 milhões por um contrato de 20 anos. Mas em virtude da crise econômica e da demora nas tratativas, esse valor deve cair. Ele explicou como foi feito o planejamento, antes da construção: “O plano foi feito por um especialista, que é o Luis Paulo Rosemberg. O estádio custou R$ 985 milhões e tem mais R$ 40 milhões ou R$ 50 milhões que faltam para terminar a construção. Temos os R$ 500 milhões do CID (Certificado de Incentivo ao Desenvolvimento), que foi questionado na Justiça, mas vencemos na primeira instância e a segunda será decidida em breve. Já vendemos uma parte e não conseguimos vender mais por causa dessa briga judicial, pois os interessados pedem desconto de 30% e não aceitamos. Os naming rights estão atrasados por mil razões. Pegando esses valores, você tem 70% do estádio pago. Camarote, a gente imaginava vender mais rápido, mas não esperávamos essa crise no Brasil.(…) Se chegarem com uns R$ 300 milhões, ou R$ 200 milhões, eu aceito. O que pagarem a gente fecha”- afirmou o ex-presidente, que segue firme na defesa do modelo de negócio adotado na construção estádio corintiano.  Vamos aguardar os próximos capítulos dessa novela, que se arrasta por um longo tempo, e tem tudo para demorar muito ainda.