Ex-auxiliar dispara contra José Mourinho: “Ele tem um lado mau”

Jose Mourinho
Divulgação/Site Oficial do Chelsea

Um dos personagens mais polêmicos do futebol contemporâneo, José Mourinho coleciona desafetos no mundo da bola. Não se sabe exatamente se André Villas-Boas faz parte desse rol de pessoas que detesta o atual treinador de Manchester United, até porque, como seu auxiliar, Villas-Boas o acompanhou no Porto, na Inter de Milão e no Chelsea. Mas o período de convivência fez o antigo parceiro tecer duras críticas a Mourinho.

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Sem clube desde que saiu do Zenit, da Rússia, em maio de 2016, Villas-Boas revelou em um evento na Holanda, nesta semana, que se sentiu “cegado” pelo poder de persuasão de José Mourinho nos primeiros anos em que trabalharam juntos. Com o tempo, no entanto, o ex-auxiliar admite ter conhecido um certo “lado mau” do Special One.

“Você se apaixona por ele, e ele se transforma em seu ídolo. Eu queria ser como ele, saber tudo o que ele sabia e absorver toda a informação que me dava. Mas logo percebe que ele tem um lado mau, e quando as coisas mudam, se dá conta de que estava cego. Ele tem esta capacidade fascinante de tirar o melhor de você, mas isso pode ter boas ou más consequência. No meu caso, como resultado do desentendimento que tivemos, comecei minha carreira como treinador”, contou Villas-Boas.

A parceria entre José Mourinho e André Villas-Boas encerrou em 2009, quando o último foi iniciar sua carreira “solo” no Acadêmica de Coimbra, em Portugal. Na temporada seguinte, foi para o Porto e ajudou a nova equipe a se sagrar campeã nacional de forma invicta e também da Liga Europa. Na sequência, o português teve chances na Inglaterra e trabalhou no Chelsea e no Tottenham, sem ter obtido o mesmo êxito do antigo mestre.

“A experiência no Chelsea foi demais, mas veio muito cedo. Eu não era flexível como treinador àquela altura. Era comunicativo, mas não era flexível na abordagem. No Tottenham, aprendi a ser diferente. Todos os jogadores precisam de uma resposta diferente do treinador. Não se pode ser igual com todos. No Chelsea, o grupo era mais importante, e eu fiquei preso aos meus métodos por muito tempo”, contou.

 



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.