Ex-Palmeiras e Grêmio vive drama por transplante de rins e teme aposentar a carreira

(Foto: Cesar Greco / Fotoarena)

Quando chega o momento de o atleta de futebol encerrar a carreira ou para qualquer praticamente de algum esporte, seja ele de alto nível ou não, certamente é o golpe mais duro e mais difícil de aceitar, porém, ao mesmo tempo é algo natural da vida. Pior é quando você por algum motivo, é obrigado por questões de saúde, a abandonar aquilo que mais ama antes do tempo. É mais ou menos a situação vivida pelo volante Marcelo Costa, ex-Palmeiras e Grêmio.

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Além de passagens por Juventude, Ipatinga, Caxias, Goiás, São Caetano e Paysandu, ele também acabou sendo um dos principais nomes do acesso do Joinville à Série A do Campeonato Brasileiro, em 2014. Neste ano começou a batalha mais complicada de toda sua vida, não dentro das quatro linhas, mas fora dela. Marcelo foi diagnosticado com uma doença renal crônica. Somente 20% dos seus rins funcionam. Por isso, ele precisa com urgência de um transplante, mais do que continuar no campo, mas seguir respirando.

“Se eu passar pelo transplante, vou ter de abandonar o futebol de vez. Não quero isso. Preciso voltar a jogar”, disse o volante ao UOL Esporte.

Os sintomas de que algo que estava errado começaram no ano passado. As pernas começaram a inchar, mas até então ele não deu muita importância. Com 36 anos e atualmente no Paysandu, ele teve enjoos constantes, cãibras, mal-estar, até que passou mal após um treinamento com o restante do elenco. Foi aí que os médicos detectaram o problema.

“Foi descoberto um pouco tarde o meu problema. Em Joinville, há a Fundação Pró-Rim, que é referência no tratamento de doenças renais. Estamos na luta”, desabafou ele.

Marcelo retornou a Joinville onde iniciou o tratamento. Todos os dias passa por passa por diálise peritoneal, um procedimento em que a membrana que envolve os órgãos abdominais é usada como filtro do sangue, removendo excesso de água e toxinas no organismo, o que auxilia no funcionamento dos rins. É nisso que ele se apoia para evitar o transplante.

Ele não aceita ser chamado de ex-jogador. Acredita na recuperação e é otimista que tudo possa acabar bem. Consciente, ele sabe que se o tratamento não tiver o retorno esperado, fará o transplante.

“Eu estou encarando tudo isso como se o treinador me falasse que eu não vou jogar na próxima partida mas voltarei na seguinte. O futebol não é um assunto acabado para mim. Por mais que a doença seja grave, não é hora de desistir do meu sonho. Não estou colocando a minha vida em risco. Eu vou viver, tenho certeza. Se o tratamento não der certo, vamos para o transplante”, afirma Marcelo.

“Eu sempre sonho que estou em campo, jogando, dando passes. O tempo inteiro imagino a minha volta. Quero agradecer a todos que me ajudaram. O futebol não acabou para mim. Isso não pode acontecer sem que eu tenha a chance de me despedir. Não aceito”, finalizou.

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