Flamengo vira dependente da bola aérea na reta final do Brasileirão

Gilvan de Souza / Flamengo

Um dos candidatos ao título brasileiro, o Flamengo passou as últimas rodadas ‘na base’ da bola aérea para fazer os seus gols. Nas últimas três partidas do clube no Brasileirão, todos os gols do Rubro-Negro foram anotados em jogadas oriundas de cruzamentos.

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No Fla-Flu, os dois gols flamenguistas (contra de Willian Matheus e a favor de Fernandinho) saíram de bolas alçadas na área, que garantiram a vitória do time da Gávea. Na derrota para o Interacional, o gol dos cariocas se originou em cobrança de falta, cabeceada para gol por Réver.

O empate do último final de semana com o Corinthians (2 a 2) continuou a saga aérea do Mengão, com Guerrero anotando de cabeça para a equipe. A dependência de cruzamentos na área para buscar o gol vem minando o rendimento do time, que tem conseguido exibir poucas alternativas em campo.

Para o lateral-esquerdo Jorge, a bola aérea não é a arma ideal que o técnico Zé Ricardo quer explorar no Flamengo, mas que as características do jogo contra o Corinthians fizeram com que essa arma fosse usada com sucesso no domingo (23).

“O time deles (Corinthians) estava bem composto ali atrás. O jogo pelas laterais estava fluindo bem, principalmente pela direita, no lado do Pará, onde havia mais espaço. Treinamos a bola parada, mas o Zé Ricardo pede nos treinos para trabalharmos mais a posse de bola para chegar ao gol. No jogo contra o Corinthians, tivemos oportunidades na bola parada e as aproveitamos. Treinamos muito isso, mas temos que seguir buscando a posse de bola até chegar ao gol”, declarou o lateral segundo o Lance.