Flamengo lucra mais de R$ 1,5 milhão na volta do Maracanã contra o Corinthians

Foto: Rodrigo Coca / Flamengo

 O Flamengo voltou para o Maracanã no último domingo, em jogo válido pela 32ª rodada do Brasileirão, contra o Corinthians. O cenário só não foi melhor em virtude do resultado da partida. O Rubro-negro empatou com os paulistas em 2 a 2 e viu a diferença para o Palmeiras aumentar em seis pontos. Mas no quesito econômico, o time da Gávea parece ter encontrado um modelo para administrar o estádio, operar e obter lucro.

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De acordo com o boletim financeiro da partida disponibilizado pela CBF (Confederação Brasileira de Futebol), a volta do Flamengo para o Maracanã, após os Jogos Rio-2016 teve uma receita de R$ 3.203.207,50. Devido a despesas, o valor caiu para R$ 1.874.168,05. O montante final, descontado a penhora foi de R$ 1.593.042,84.

No Brasileirão, o Flamengo teve média de 35% da arrecadação total do estádio nos jogos em que foi mandante. Já na volta, o clube viu a sua participação na renda aumentar para 60% e superar em todo o Campeonato Brasileiro de 2015.

Em entrevista ao portal UOL Esporte, o diretor de novos negócios do Flamengo e ex-executivo do Consórcio Maracanã, Marcelo Frazão explicou  como funcionava o modelo antigo e como será daqui adiante.

“A parcela da renda do jogo contra o Corinthians é o recorde do Flamengo desde que o Maracanã foi reaberto na Copa das Confederações de 2013. Supera até a final da Copa do Brasil no mesmo ano. O modelo anterior tinha uma participação do consórcio no risco do jogo. Eram sócios. No novo modelo, o clube é dono e protagonista do evento. Paga as despesas da partida e recebe as receitas dela. Não resta dúvida de que é um bom modelo, praticamente o ideal.”

Ainda, segundo declarou Frazão ao portal UOL, a base de operação do estádio está praticamente definida e o Rubro-negro pretende participar da nova licitação para administrar o Maracanã. O diretor disse que quanto mais o Flamengo estiver sozinho na organização e operação do estádio, melhor.

 “O fundamental é entender a relação do estádio para cada jogo. Isso é uma coisa ainda na gerência da Rio-2016, será outra quando a concessionária o receber de volta e muda de vez quando se é o responsável absoluto pelo complexo. Podemos até melhorar o modelo operacional, mas seguiremos a lição. Quanto menos intermediários e mais protagonista o clube for, melhor. É materializar o que sempre foi falado. O Flamengo pode e deve ser o protagonista dos jogos.”

 



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