Veja uma análise econômica sobre o Vasco da Gama

Vasco
Reprodução/Facebook Vasco da Gama

Caro leitor, hoje o foco, como já evidenciado no título, é o capital humano e a sua importância para qualquer time do Brasil e do mundo. Utilizaremos o Vasco para mostrar como o capital humano afeta os nossos clubes e também os torcedores. Porém, antes, vamos entender o que é capital humano. De forma geral, o que uma pessoa tem de nível educacional, de capacidade de aprender e a qualidade de saúde é o que compõe seu capital humano.

LEIA MAIS:
ANÁLISE: VEJA QUAIS JOGADORES DO VASCO QUE AINDA NÃO RENOVARAM O CONTRATO
PIKACHU ENTRA NO CLIMA DO APELIDO E FALA QUE ESTÁ: ‘FELIZ POR TER SIDO CAPTURADO PELO VASCO’

O que você precisa ter em mente para o texto é que utilizaremos capital humano para jogadores, então: jogadores = capital humano. E quando eu usar o termo capital humano produtivo estou designando aqueles jogadores que são ou eram referência em sua posição e/ou são craques.

Para colocar a economia em campo utilizaremos o gráfico abaixo onde relacionamos o número de jogadores no elenco com a posição no campeonato brasileiro. E partiremos da minha opinião de que é necessário ter no elenco de um time jogadores que sejam referência em sua posição e um craque que saiba fazer a diferença em um jogo importante.

Vamos ao gráfico. Veja aqui: https://goo.gl/omdEkj

Desconsiderando o ano de 2014, ano em que esteve na série B, observamos que o Vasco, quando tinha menos jogadores, ou seja, em 2011, terminou em uma posição ótima e quando tinha muitos, em 2015, terminou numa posição péssima. Você deve estar se perguntando: “Mas e daí, Bruno? O que isso quer dizer? Se você não percebeu ainda, bem, isso mostra a importância de ter um capital humano produtivo em sua função.

O Vasco em 2011 tinha no elenco Juninho Pernambucano e Felipe que apesar de veteranos ainda eram referência na posição que jogavam; tinha Fernando Prass no gol; tinha uma geração de jovens bons jogadores, como Dedé e Rômulo; e tinha um meio de campo comandado por Diego Souza destruindo na maioria dos jogos naquele ano.

Enfim, o Vasco tinha craques, jogadores referências e um número relativamente pequeno de jogadores no elenco. O que era muito bom por sinal. Diferentemente de 2015, onde o Vasco tinha um grande número de jogadores no elenco (58), mas um número reduzido de jogadores produtivos. Bem, eu consigo citar Martín Silva e Nenê. E acho que não passava disso no ano de 2015. Irá ficar claro mais a frente, que não adianta nada ter um número de jogadores no elenco grande se não tiver nenhum craque e jogador referência neste time.

Ao analisar o gráfico vemos que no ano de 2013, o Vasco não alterou muito seu estoque de capital humano, ele aumentou de 49 em 2011 para 53 em 2013, mas vemos uma grande mudança em sua posição na tabela. O porquê disso se explica pelo o que acontece com os clubes brasileiros em determinados momentos: desmanche no elenco.

Esse desmanche no Vasco começou já em 2012, o número de jogadores no elenco, de acordo com o gráfico parece ter aumentado, mas o que acontece é que um grande número dos jogadores produtivos, os que faziam bem sua função, saíram no meio deste ano. E outros jogadores chegaram para substituir, sem a mesma qualidade.

Assim, o número de jogadores que entraram no elenco foi maior do que o número que saiu, o que explica o elenco maior no ano de 2012. Bom, esse processo se repetiu em 2013, porém com uma maior evasão de capital humano produtivo. Fato evidenciado pela escassez de bons goleiros que o Vasco viveu naquele ano, um dos motivos de seu rebaixamento.

Em 2015, com o gráfico como base, o Vasco tinha um número grande de jogadores no elenco, mas não um elenco onde a habilidade era diversificada por posição. Era concentrada, em Nenê e no Martín Silva, que é goleiro. Ou seja, o que aconteceu nesse ano foi um total desperdício de recursos onde a mentalidade de comprar para falar que tem se apropriou da parte financeira do clube.

Por fim, o que todas estas análises enfatizam é a importância de ter no elenco, como já dito, jogadores que sejam referência em sua posição e, também, jogadores craques.

Exemplificando, Diego Souza era o craque do Vasco em 2011, Nenê era o craque de 2015. Porém Diego Souza era acompanhado de jogadores que eram referência em sua posição, já Nenê não, excluindo mais uma vez o goleiro Martín Silva. Ou seja, um craque não consegue carregar um time inteiro nas costas, ele necessita de jogadores referências em sua posição para o apoiar. Quando não temos nenhum craque no elenco e muito menos jogadores referências, acontece o caso do Vasco em 2013. Quando temos um craque apenas e nenhum jogador referência, acontece o caso do Vasco em 2015. Nos dois casos o resultado é o mesmo: lágrimas de torcedores.

De resto, espero que tenham gostado especialmente do exemplo e aprendido um pouco de economês, até a próxima.