Leão diz que esperava mais de Lucas e detona Wagner Ribeiro: “Aproveitador nato”

Crédito da Foto: Vaughn Ridley/Getty Images

Um dos grandes desafios de um técnico de futebol, além de saber montar equipes vencedoras, é saber lidar com empresários de jogadores. Em sua participação no programa Bola da Vez, da ESPN, Emerson Leão relata que teve problemas para trabalhar com Lulinha, no Corinthians, e Lucas Moura, no São Paulo, devido as “intromissões” do empresário Wagner Ribeiro.

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Após mostrarem um vídeo da participação de Wagner Ribeiro na atração dizendo que Leão dificultava a vida de seus atletas, o treinador, sem papas língua, soltou o verbo contra o empresário e revelou algumas de suas histórias.

“Esse cara, que ganha dinheiro nas costas de jogador, queria escalar o cara [o Lulinha] de titular. Mentira que ele tá falando. Falei: “Aqui não”. O menino vai crescer de acordo com a possibilidade. Não por isso, eu coloquei o Willian [hoje no Chelsea], o lateral-direito da seleção, o Fagner. Tudo menino. Ele poderia ser o terceiro menino, pra mim isso não importava, desde que jogasse bola, mas ele não estava preparado. O outro queria engolir o dinheiro antecipadamente. Não ganha dinheiro em cima de mim. Ganha por mérito”, contou Emerson Leão, sobre o período que comandou o Corinthians e comandou Lulinha, em 2006.

Em sua passagem pelo São Paulo, Emerson Leão comandou o inicio da carreira de Lucas Moura, que hoje atua no Paris Saint-Germain, e disse não ter afinado para os pedidos do empresário – que chegavam por intermediários.

“Ele continua fazendo isso. Fez a cabeça do Lucas, porque é empresário dele. Pode reparar. Todos dão problemas. É que eu falo de cara. Não fico de vaselina. O Lucas, eu espera muito mais dele do que está conquistando na Europa. Foi artilheiro comigo no São Paulo e jogou maravilhosamente bem. Um dia, esse cara aí quis fazer uma gracinha dizendo pro Lucas jogar diferente. Eu queria que o Lucas não jogasse pelo meio, porque facilitava a marcação, mas pela diagonal pra fazer gol e era artilheiro do São Paulo”, explicou o treinador.

“Ele falou assim: “Não adianta ter uma Ferrari, se o piloto não é bom”. Dizendo que o piloto era eu. Respondi: “Nunca vi, Ferrari a dísel”, pra acabar com a conversa. No Santos, eu tirei ele de lá. Falava que o Tiago Luís iria ser o Messi brasileiro. Cadê o Messi? Falei para o Marcelo [Teixeira, ex-presidente do Santos]: “Não vá na conversa dele. Eles não serão, são jogadores normais”. É um aproveitador nato, viu”, concluiu.

Assista ao vídeo da participação de Emerson Leão no Bola da Vez:



Jornalista com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação, Dialoog Comunicação e Comunicale.