Leco não crê em queda do SP e culpa a troca de técnico por mau momento

Sport x Sao Paulo
Érico Leonan/saopaulofc.net

A situação do São Paulo no Campeonato Brasileiro é classificada como “desesperadora” pela torcida, mas não para Carlos Augusto de Barros e Silva. Segundo o presidente do São Paulo, em entrevista ao Globoesporte.com, o time já sofreu com situação pior em 2013 e que o processo de reconstrução feita por Ricardo Gomes irá manter o clube na elite do futebol brasileiro.

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Leco acredita que a situação do clube, que está a quatro pontos da zona de rebaixamento, é um acaso.

— Em 2013, foi pior. Ficamos em situação difícil duas vezes e conseguimos escapar. Em 2009, com o Ricardo, estávamos muito perto. Infelizmente, os grandes clubes passam por essas situações. Acho que a troca de técnico atrapalhou bastante, não ajudou. O Bauza estando aqui era como tínhamos planejado. A saída dele mexeu com a estrutura emocional de todos. Foi preciso reconstruir. E estamos neste caminho – destacou.

Questionado se houve um erro de planejamento após a queda na Libertadores, o presidente são-paulino diz que não e lembra que o time precisou passar por uma reconstrução desde a sua chegada.

— Não acredito nisso. Claro que existe aqueles que interpretam de outra maneira. Mas é preciso lembrar os fatos. Eu peguei o São Paulo (em outubro de 2015) com nove jogadores que já tinham saído e quatro que sairiam no final do ano (Rogério Ceni, Luis Fabiano, Alexandre Pato e Edson Silva). Aí eu precisava montar uma equipe e conseguimos, com o trabalho importante do Gustavo (Vieira de Oliveira, ex-diretor executivo), trazer o Mena, o Calleri, o Maicon, o Kelvin. E teve mais gente aí. Teve o Lugano, que é importante, ajuda demais. Se não trago, até hoje estariam pedindo – afirmou o mandatário.

— Naquela época, não tinha dinheiro para pagar a água, quanto mais contratar jogador. A situação financeira era calamitosa. Passamos por essa reconstrução. Agora estamos fazendo o alongamento das dívidas com os bancos. Vamos deixar de ter uma exigência imediata para pagar em cinco anos. O São Paulo que peguei é muito diferente daquele que eu vou entregar. Não sei se no ano que vem ou em quatro anos (há eleição em abril de 2017, e Leco pode concorrer à reeleição). O planejamento é composto de várias coisas – completou.

Os gastos, inclusive, com os problemas de bastidores do clube teve reflexo nos investimentos do time na temporada.

— No início do ano, a campanha na Libertadores deu um ânimo a todos, mas eu preciso prestar atenção em tudo. Reformamos o gramado do Morumbi, cuidamos de aspectos que estavam parados há muito tempo. E isso custa. O futebol está dentro disso, mas não posso desconsiderar todo o resto. Não é só simplesmente montar um time de futebol. O futebol é o que mexe comigo, eu quero montar um grande time e vou fazer isso no ano que vem – finalizou.



Jornalista com passagens pelo Portal R7, Jornal do Trem, Impacto Comunicação, Dialoog Comunicação e Comunicale.