Milwaukee Bucks: “Release the Greek”

Foto/Reprodução: Instagram @bucks

A temporada 15-16 era muito aguardada pelos torcedores do Milwaukee Bucks. Na temporada anterior, o time havia chegado em 6º na Conferência Leste, sendo eliminado pelo Chicago Bulls no primeiro round dos playoffs. Entretanto, a temporada seguinte prometia ser mais uma indo à pós-temporada, com especialistas colocando os Bucks brigando por uma das duas últimas vagas. Mas não aconteceu, e Milwaukee ficou em 12º. O único ponto positivo da temporada foi a evolução do grego Giannis Antetokounmpo. O jogador, que antes era um ala, começou a ter mais a posse da bola, e chegou inclusive a jogar alguns jogos como armador do time. O “Greek Freak” subiu em todos os números, inclusive dobrando o número de duplos-duplos (21) em relação às duas últimas temporadas, e fazendo seus primeiros cinco triplos-duplos da carreira.

Para essa temporada, Milwaukee não fez contratações de peso, tendo como ponto alto, a renovação de contrato de Antetokounmpo por mais quatro anos. Também chegaram os experiente Michael Beasley, Jason Terry, e o atual campeão Matthew Dellavedova. O treinador Jason Kidd pretende inovar, usando Antetokounmpo como armador principal do time. Vale lembrar que o grego tem mais de 2,10m de altura, altura incomum para um armador. Mas sua agilidade e controle de bola permitem essa inovação. Essa mudança inclusive já foi testada na última temporada. Em Fevereiro, ele distribuiu 54 assistências em 11 jogos (4.9 por partida), enquanto em Março, jogando mais com a bola, ele chegou à 108 assistências em 15 jogos (7.2 por partida).

Antetokounmpo

Armador, ala-armador, ala, armador-pivô… a quantidade de adjetivos para Giannis são infinitos. Um jogador que vem mostrando ser completo, é uma das sensações da liga com apenas 21 anos. Antes da pausa para o All-Star Game, o grego tinha médias de 15.9 pontos, 2.7 assistências e 7.1 rebotes de médias em 52 jogos. Mas após essa pausa, viu seus números subirem para 18.8 pontos, 7.2 assistências e 8.6 rebotes em 28 jogos. Essa mudança mostra a meteórica evolução de Antetokounmpo ao jogar mais como armador. Nessa temporada, espera-se ver um jogador ainda melhor do que o da última temporada. Mais triplos-duplos são esperados.

Rotação

O time dos Bucks não é dos melhores, e todo mundo tem conhecimento disso. Porém, esse time tem jogadores versáteis que podem ser utilizados em diversas posições de acordo com o jogo, ou com futuras contusões. Antetokounmpo pode jogar de armador, ala-armador, ala, e até de ala-pivô. Dellavedova pode ser armador e ala-armador. Khris Middleton joga como ala-armador e ala, mas ficará seis meses fora por contusão e talvez nem volte para essa temporada. Essas e outras variações podem deixar o time mais leve, com um Small Ball (Carter-Willians, Dellavedova, Antetokounmpo, Parker e Monroe), como também pode deixar o time mais forte fisicamente (Antetokounmpo, Dellavedova, Parker, Monroe e Henson). Não são times excelentes, mas são variações interessantes.

Banco fraco

Apesar de um time versátil, Milwaukee não tem muitas opções no banco. Seus melhores reservas são Michael Carter-Willians e Michael Beasley. Bucks vai depender muito de seus titulares para vencer jogos, e se alguém se machucar, a coisa vai ficar muito feia.

A expectativa dos especialistas é de um 11º lugar na Conferência Leste, 20º geral. Não tem muito do que de discordar, a menos que o “Greek Freak” venha com temporada de MVP, o que eu acho ainda muito cedo. Bucks já perdeu Khris Middleton, e caso perca outro titular por bastante tempo, esse 11º lugar pode se transformar em um 13º (porque ficar abaixo dos Nets e 76ers requer muito esforço).