Minnesota Timberwolves: Towns sentindo esse cheirinho?

Foto/Reprodução: Instagram @timberwolves

Para o torcedor dos Timberwolves, 2015-2016 foi uma temporada sem muitas emoções, mas que vai ficar marcada por dois motivos. O primeiro se chama Karl-Anthony Towns. O pivô de Kentucky chegou sem muita badalação (muitos davam certo Okafor como 1ª escolha) mas conquistou a torcida (e a NBA de forma geral) muito rápido. Foi eleito calouro do ano com incríveis 18.3 pontos e 10.5 rebotes por jogo. No mesmo ano, Kevin Garnett, um dos maiores, se não o maior, jogadores da história da franquia, anunciou sua aposentadoria. Embora a sua última temporada tenha sido muito modesta, anotando menos de quatro pontos e rebotes por jogo, esse anúncio deixou o torcedor triste, mais pelo passado do que pelo jogador que é hoje.

Para a temporada 16-17, Minnesota foi atras do técnico Tom Thibodeau, conhecido por implementar um bom padrão defensivo em seus times. No draft, os Wolves selecionaram Kriss Dunn, armador de Providence, com a 5ª escolha. Dunn vem pra ser sombra de Ricky Rubio. Na free agency, o time não se movimentou muito, e não trouxe ninguém relevante para o time. A expectativa do time é desenvolver seu elenco jovem em torno de Zach LaVine, Andrew Wiggins e Karl-Anthony Towns (Wiggins melhor calouro de 14-15, e Towns 15-16). Além disso, a nova aquisição de Kriss Dunn faz com que o Timberwolves seja um dos times mais promissores a médio-longo prazo da liga. Com 82 milhões de dólares anuais, Minnesota é o 5º time com mais espaço no teto salarial para novos jogadores. O que permite reforçar o time bem para os próximos anos. Possível quinteto titular: Ricky Rubio, Zach LaVine, Andrew Wiggins, Gorgi Dieng e Karl-Anthony Towns.

Time jovem
Talvez nenhum outro time esteja tão no ponto como Minnesota. Towns é um pivô que já em sua primeira temporada mostrou ser uma estrela, e a tendência é de apenas melhorar. Wiggins vem pra mais uma temporada com expectativa de pelo menos 20 pontos por partida, e é outro jogador que só tem a melhorar, embora seja menos impactante no momento que Karl-Anthony Towns. LaVine, apesar de não ser uma estrela, é um jogador com boas médias, e bastante útil de se ter no elenco. Dunn é uma incógnita ainda, mas carrega muita expectativa.

Tom Thibodeau
Assistente de Coach K no Dream Team desde 2013, Thibodeau é um técnico muito respeitado na NBA. Com o Chicago Bulls, foi técnico do ano em 2011, e foi o técnico da Conferência Leste no All-Star Game de 2012. Thibodeau chega para elevar o time para um outro nível. Um time inexperiente, mas com muito potencial, o Timberwolves tem todas as peças para ser um dos grandes no Oeste nos próximos anos.

Karl-Anthony Towns
Towns hoje é seguramente o jogador da franquia. Com médias incomuns de um calouro, ele é hoje seguramente um dos jogadores com maior expectativa para o futuro. Ao lado de Wiggins, prometem fazer uma das melhores duplas da NBA nos próximos anos, e se seu jogo de perímetro melhorar assim como seu jogo no garrafão, Towns será um dos jogadores mais difíceis de se marcar da liga.

Banco fraco
O banco dos Wolves é definitivamente o ponto fraco do time. Na última temporada, tirando o ala Muhammad, o jogador do banco que mais pontuou foi o pivô Bjelica, com 5.1 pontos por jogo. Esse banco fraco faz com que o time titular fique mais tempo em quadra. Como o time é jovem, problemas físicos não são recorrentes, mas é sempre bom lembrar que a temporada é longa, e com um time com banco fraco assim, não dá pra ficar brincando com a sorte.

A expectativa é que o time fique em 11º na Conferência Oeste, 23º no geral. Eu acho que esse time pode vir a dar trabalho. A concorrência é pesada, o time é novo e deve oscilar, mas se Towns e Wiggins seguirem evoluindo gradativamente, é possível ver esse time brigando pelos playoffs sim.

Torcedores do Timberwolves, estão sentindo esse cheiro?