Opinião: Conceito de ídolo, “Ayrton Senna”!

Em tempos de crise política, econômica, o espírito de patriotismo se vá, em meio a escândalos de corrupção, de forma sistemática, os supostos golpes só confirmaram a sensação de abandono, sentidos por cada brasileiro. A fé, motivação, sonho se suscitam de forma nostálgica no coração de cada cidadão. 1994 falecia um dos maiores ídolos de esporte nacional e mundial, e principalmente, um brasileiro de coração e alma. Ayrton Senna da Silva, “Ayrton Senna do Brasil”, como gostava de ser chamado, mostrava para o mundo, a real definição de ‘ser brasileiro’.

Um patriota que carregava a bandeira com orgulho, mesmo em tempos de recessão, incorporava o espírito do torcedor brasileiro: lutador, guerreiro, persistente, dedicado. A curva de Tamburello que tirou a vida do brasileiro mostrou para o mundo um lado até então esquecido por cada um, o patriotismo e a esperança desse brasileiro. Verdade seja dita, Senna era perfeito dentro de suas imperfeições. Um esportista nato, mas com sede de vitória. Competitivo sempre defendeu a sua posição, buscando a liderança. Para ele, 2ª, 3ª posição eram meros detalhes, a vitória era pauta e sempre o objetivo do piloto.

As famosas brigas com o piloto francês Alain Prost em tempos de Mclaren que duelaram no final da década de 80 e os primeiros anos da década de 90. A disputa muitas vezes ríspida colocou em ‘xeque’ a relação entre pilotos. Em 1989 no GP de Suzuka no Japão, ambos se encontravam por mais uma disputa do título mundial, conquistado no ano anterior pelo o piloto brasileiro.

O embate foi marcado como verdadeiro: “Duelo de Titãs”, a maior rivalidade da história da F1 se acentuou toda técnica, maestria, arrojo, habilidade e garra. O ano de 1989 como citado marcava de vez essa disputa. Japão como enredo mais uma vez via a tona. Prost e Senna se chocaram em uma curva. Com o resultado, o francês era o campeão, com a exclusão também do piloto brasileiro.

Com a ajuda dos fiscais, Senna consegue voltar à pista e passa pela área de escape. A recuperação de posições volta pós volta, até a liderança na corrida confirmava até então o bicampeonato mundial. Com a alegação do até então presidente da Federação Internacional de Automobilismo (FIA), o francês “Jean Marie Balestre” sobre a ilegalidade na entrada de pista, com isso o piloto brasileiro perdia o título, depois de uma recuperação histórica.

Em 1990 com todo clima e os ânimos a flor da pele, voltava a temática ‘guerra’. Senna e Prost não se entendiam mais. O francês por sua vez, acabou saindo da Mclaren, acertando com a Ferrari. Suzuka viraria mais uma vez o palco antagônico, o coliseu das lutas, das vitórias e derrotas. Ao sinal verde, na 1ª curva que se sucedeu, novamente, os pilotos se chocaram. Como Senna estava à frente de Prost na pontuação do campeonato, o título ficou com o brasileiro, em meio a um clima pesado, introspectivo.

Os títulos de 1988 e o derradeiro ano de 1991 só confirmaram a ascensão de um piloto que honrou e dignificou a F-1, com todo brilho, luta, garra. O que muitos acreditam é que o legado do piloto tenha ficado e restrito na pista de corrida. Sabendo das dificuldades que o país passava, em especial, a situação da educação, sabiamente, começou- se um projeto social que revolucionou a nação, sendo referência e dando exemplo para o mundo.

Ele não queria publicidade para o projeto, sabendo dos maus comentários que poderiam vir, como algo ‘populista’. Ao contrário, se manteve até o fim de sua vida fora dos holofotes, podendo promover de forma mais enfática, somente após sua partida. Começava ali o seu legado, o “Instituto Ayrton Senna” cuja intenção; tirar crianças das ruas, inserindo os a educação, de forma gratuita, proporcionando tudo que uma criança precisa; lazer, entretenimento, e novamente, educação, sustentabilidade, principalmente, amor, mas, muito amor e sensibilidade.

O projeto mesmo após a sua morte no ano de 1994 se mantém forte e com um crescimento em outros setores. O piloto, brasileiro, vive.. no coração de todos os brasileiros e estrangeiros, nostalgicamente, passa se os anos e só aumenta a saudade.

Para sempre Ayrton Senna da Silva, “Ayrton Senna do Brasil”…