OPINIÃO: A grande decepção das Eliminatórias Sul-Americanas

Crédito da Foto: Reprodução/Facebook Seleção do Chile

Lá se foi mais uma rodada das Eliminatórias Sul-Americanas da Copa do Mundo de 2018. Os jogos foram realizados na última quinta-feira (06), e reforçaram a grande decepção até aqui, a seleção do Chile, que foi facilmente derrotada contra o Equador, no estádio Atahualpa, em Quito, pelo placar de 3×0.

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Os chilenos estão na mísera sétima colocação, com 11 pontos, cinco atrás da Argentina, quinta colocado e que, hoje, estaria indo para a repescagem das Eliminatórias. São três vitórias, dois empates e quatro derrotas até aqui, um aproveitamento pouco superior a 40%. Se compararmos com a edição válida para a Copa de 2014, à esta altura do campeonato, os chilenos tinham 12 pontos, apenas um a mais, porém havia uma seleção a menos competindo pelas vagas, já que o Brasil era o país sede.

A principal causa dessa derrocada do Chile, que foi campeão das duas últimas edições da Copa América, em 2015 e 2016, sendo que Vidal chegou apontar a seleção como a “melhor do mundo”, foi a saída de Jorge Sampaoli. O maluco e carismático treinador argentino mudou totalmente a filosofia da equipe chilena, montando um time leve, ofensivo e muito veloz. Para seu lugar, Juan Antonio Pizzi chegou, mas ainda não consegue repetir o sucesso do antecessor.

Fora que os principais nomes do Chile, como Vidal e Alexis Sánchez, não têm rendido o esperado durante os últimos jogos das Eliminatórias, com isso a equipe toda acaba sentindo e também não produz o suficiente para o time vencer, como é o caso do volante Aránguiz, que visivelmente mostra estar fora de ritmo.

Outro ponto importante é a defesa, que já sofreu 15 gols, média superior a 1.5 por partida, melhor apenas que os sistemas defensivos de Peru, Bolívia e Venezuela, seleções, claramente, de nível técnico inferior. Talvez o principal problema seja a estatura dos defensores, já que Maurício Isla (1.76m), Gonzalo Jara (1.78m), Gary Medel (1.71m) e Eugenio Mena (1.75m), possuem a altura média de 1.75m.

Ainda restam nove jogos nas Eliminatórias, e o Chile possui totais condições de conquistar a vaga para a Copa do Mundo da Rússia, mas será preciso melhorar os resultados e também o desempenho da defesa, e, além do mais, torcer contra os adversários diretos.