Opinião: Grêmio venceu e isso é o mais importante

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Foto: Site Oficial Grêmio FBPA

Apresentando um dos problemas crônicos da temporada, Grêmio vence o Vitória fora de casa com uma solução implementada por Renato Portaluppi e acaba com o folclore de perder para afundar o rival. O curioso caso de Henrique Almeida merece atenção.

Habemos bola parada

Aleluia! É o que grita o torcedor gremista quando os jogadores conseguem empurrar a bola para dentro do gol. Chega a ser vergonhoso (e preocupante é claro) assistir ao festival de gols perdidos. Convenhamos, esse é um dos problemas crônicos do tricolor na temporada e uma das razões pela qual o Grêmio não está entre as melhores equipes desse Campeonato Brasileiro.

Para solucionar essa crise técnica e sair do abismo psicológico enfrentado pelos atacantes, Renato Portaluppi implementou a bola parada ofensiva no Grêmio. E com essa “nova” jogada, o tricolor está conseguindo marcar gols.

Senão fosse essa jogada, Jaílson não teria desviado a bola de canela e ontem o Grêmio afundaria mais uma vez, repetindo sua via crucis de empatar ou perder uma partida depois de ter as melhores chances de gol. Uma boa solução de Renato para obter resultados favoráveis, enquanto ele busca resgatar a autoconfiança dos jogadores gremistas.

O curioso caso de Henrique Almeida

Eu sei, Henrique Almeida pode até fazer o gol da classificação para a semifinal ou quem sabe do sonhado título da Copa do Brasil e calar minha boca. Mas gente, vamos tirar a camisa um pouco e olhar para esse atleta profissional de futebol.

Almeida está tendo sequência com Renato; recebendo uma proteção especial desde que fez gestos obscenos para a torcida; tem um contrato longo com o clube, sendo bem pago para única e exclusivamente fazer gols; e, curiosamente, não está correspondendo.

Logo ele deve ser colocado no banco de reservas para quem sabe virar uma opção durante as partidas. Nada além disso é plausível. E profissionalmente falando, em qualquer outro ambiente de trabalho, Henrique Almeida já teria sido demitido por justa causa.

A grandeza de um clube

Aí você quer cobrar profissionalismo de dirigentes e dos atletas, mas ao mesmo tempo pede a derrota da equipe para “afundar” o rival? Sério, não dá. Essa incoerência de pensamento é o que atrasa o nosso esporte e nos faz olhar para clubes europeus sentindo-se vira-latas tupiniquins.

Um clube com gestão moderna, “grande” como se costuma dizer, deve sempre priorizar os seus objetivos acima de qualquer rivalidade. Uma “marca” vitoriosa é prioritariamente lembrada pelas suas conquistas e feitos relevantes dentro de campo.

Dessa forma, ontem na Fonte Nova e assim como já havia sido contra o Cruzeiro no Mineirão, o Grêmio entrou para ganhar e buscar sua vaga na Libertadores. E assim deve ser. Folclore à parte, os três pontos conquistados fora de casa foram excelentes diante da baixa performance que a equipe vem apresentando.



Luis Henrique Rolim usa do sarcasmo e da linguagem popular para comer as pizzas do esporte. Futebol, surfe e Jogos Olímpicos são seus sabores favoritos. Ama os gordurosos assuntos extra-campo, e por isso tem colesterol acima da média. Debate ideias, não pessoas.