Opinião: Tite, Cuca e a história vitoriosa que se repete

Cuca
Foto: César Greco/ Ag. Palmeiras

Como já vem acontecendo em suas últimas edições, o Campeonato Brasileiro deste ano parece destinado a premiar não a melhor equipe, mas sim o melhor técnico, aquele que consegue transformar um agrupado de jogadores num elenco eficaz e vencedor – em que pese suas evidentes limitações.

LEIA MAIS:
NOVO “CHAPÉU” NO RIVAL? VEJA UM RESUMO DAS ÚLTIMAS NEGOCIAÇÕES NO PALMEIRAS
APÓS GOLEADA DO BRASIL SOBRE A BOLÍVIA, CONFIRA OS PRÓXIMOS JOGOS DAS SELEÇÕES NAS ELIMINATÓRIAS

E a história de 2015 parece se repetir em 2016: um técnico com apelido de boleiro, de apenas quatro letras, será o grande responsável pelo triunfo. Assim como o Corinthians de Tite no ano passado, o Palmeiras de Cuca é o time que desponta como o grande favorito ao caneco deste ano. A “Titebilidade” dá lugar ao ‘Cucabol”.

E, em ambos os casos, percebe-se nitidamente que, acima da qualidade individual dos jogadores, é a mão do treinador que faz toda a diferença. O conjunto, o entrosamento e a superação das dificuldades técnicas e físicas ao longo de 38 rodadas faz da figura do técnico a protagonista do título.

Embora ainda tenha a concorrência do Flamengo, o Palmeiras demonstra a mesma consistência do Corinthians frente ao Atlético-MG no ano passado.

É um time seguro, pragmático e ciente de suas limitações, superadas com soluções táticas inteligentes de um treinador competente em enfrentar os desafios. Que não joga bonito, é muitas vezes contestado, mas que vence em casa e quase sempre também longe de seus domínios.

E, acima de tudo, guiados por um treinador cujas decisões quase sempre acertadas fazem crer que o roteiro terá o mesmo final feliz. Não à toa, Tite chegou à seleção brasileira, e Cuca assumiu o posto de treinador referência entre os clubes brasileiros, carentes de bons jogadores e de boas cabeças pensantes no comando técnico.



Sou estudante de jornalismo, apaixonado por esportes desde pequeno, especialmente futebol e automobilismo.