Opinião: Um dia atípico para a Seleção Feminina do Brasil

Créditos: Ricardo Stuckert/CBF

Pelo Mundial sub-17, seleção feminina do Brasil enfrentou a seleção da Coréia do Norte em um jogo atípico em todos os sentidos – a começar pelo gramado.

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O jogo foi disputado em um gramado sintético, o que acabou atrapalhando um pouco a qualidade da partida. O Brasil era o grande favorito, mas as coreanas não estavam interessadas nisso, e logo foram pra cima. O Brasil, por sua vez, ficou recuado, e com grandes dificuldades para se adaptar ao gramado. A Coréia do Norte mostrou a que veio -desde o primeiro minuto, – apertando sempre a saída de bola do Brasil, que nada conseguia fazer.

No primeiro tempo, foi criada apenas uma chance clara de gol pelo Brasil, que ficou nas mãos da goleira norte-coreana. As coreanas atacavam com mais intensidade e ímpeto de todos os lados, mas a defesa do Brasil trabalhou muito bem.

Aos 20 minutos do primeiro tempo, as coreanas já haviam acertado duas bolas na trave, e obrigado a goleira Kemelli a fazer pelo menos duas defesas. O Brasil não estava acertando o tempo de bola, devido ao gramado diferente e à forte pressão das norte coreanas, que estavam sempre em cima.

A meio campista Micaelly, que se destacou no jogo contra a Nigéria, foi muito bem marcada, e pouco participou. Nas oportunidades que teve, não conseguiu passar a bola, por ter sempre duas jogadoras na marcação dela.

A história do segundo tempo não foi muito diferente no início. As norte-coreanas voltaram com o mesmo estilo de jogo do primeiro e o Brasil parece que não havia entrado na partida. Com um baixo rendimento, Micaelly foi substituída e entrou Jaqueline.

Isso deu uma mudada no jogo. O Brasil passou a se impor, e tentar atacar, mas ainda sem efeito. Vendo isso, o técnico norte-coreano começou a mexer na equipe, que estava ficando apática. Num período de 15 minutos, ele fez duas alterações, e colocou a equipe pra frente quando sentiu que o Brasil estava crescendo. E parece que deu resultado.

Pouco depois da ultima substituição, a Coréia fez o gol. Quando J.Un Yong cruzou rasteiro, K.Kyong Hui fez o corta luz e R.Hae Yon ficou livre pra bater no canto esquerdo de Kemelli, que até tocou na bola, mas não impediu que ela entrasse. Elas comemoraram tanto que uma das jogadoras acabou saindo rapidamente do campo para ser atendida, mas depois retornou à partida.

Após esse gol, o Brasil se perdeu de vez, e as norte-coreanas começaram a ganhar tempo. A melhor chance do segundo tempo do Brasil foi em uma cobrança de falta, que mais uma vez parou nas mãos da goleira.

Nesse meio tempo, a seleção se desesperou um pouco, e omeçou até mesmo a perder a cabeça, como em um lance isolado em que a atacante do Brasil Kerolin tenta acertar uma cabeçada na adversária. Mas o lance passou batido pela árbitra da partida.

O jogo acabou, e as coreanas deram um show de disciplina tática. Mas as duas seleções tem grandes chances de classificação, pois só dependem de si mesmas na próxima partida. O Brasil pega a Inglaterra, em um jogo de vida ou morte, mesmo que um empate classifique. As norte-coreanas pegam a Nigéria, em um jogo que vale tudo também pra elas.