Ex-dirigente do Grêmio projeta mudanças na gestão do futebol em 2017

Crédito da imagem: Lucas Uebel / Grêmio FBPA

Diretor executivo do Grêmio entre 2013 e 2016, Rui Costa deixou o tricolor gaúcho em maio deste ano. A decisão aconteceu após a eliminação do clube para o Rosario Central pelas oitavas de final da Libertadores.

“As pessoas acham que o papel do executivo é só contratar e dispensar, mas vai muito além disso. Assim como qualquer grande empresa corporativa, os times de futebol também precisam de um executivo que tenha completo entendimento do funcionamento do clube, em todos os setores. A existência do gestor faz parte de um processo de transformação do nosso futebol”, declarou Rui Costa.

Experiente, Rui Costa ressalta a importância do comportamento adequado no contato com os atletas. “O relacionamento do gestor com o vestiário exige, acima de qualquer coisa, postura e sensibilidade”, acrescentou.

Ainda de acordo com o executivo, o processo é um capítulo fundamental na profissionalização do futebol brasileiro. “Não tem mais aquela coisa de dirigente que chuta a porta do vestiário. Se o dirigente profissional não demonstra transparência e lealdade está fadado ao fracasso, como é em qualquer empresa. É por isso que aquele modelo mais antigo caminha para a extinção. É necessário ter alguém integralmente pensando e controlando o dia a dia de um clube. Os melhores geridos são aqueles que possuem gestores há mais tempo no cargo. Não é coincidência. Por isso que a tendência é que o papel desses gestores seja cada vez maior para 2017”, finalizou Rui Costa.