Uma seleção auto-suficiente

O que muitos torcedores desejavam aconteceu. A atual seleção é mais coletiva e menos depende de Neymar.
A forma de trabalho do novo técnico é totalmente diferente da trabalhada por Dunga e os números provam isso.
A artilharia com o novo técnico é bem distribuída, os goleadores são Neymar e Gabriel Jesus, com três gols cada um. O zagueiro Miranda, o lateral-esquerdo Filipe Luís, o meia Phelippe Coutinho e o atacante  Firmino também marcaram.
Em uma entrevista Tite afirmou o que não procura fazer uma equipe que jogue somente em função de Neymar. “A equipe tem de ser forte sem ele [Neymar] e quando ele estiver, precisa ajudar a fortalecer a equipe”. A artilharia variada contrapõe a época que Dunga assumiu a seleção pela segunda vez. O aproveitamento foi de 75% dos pontos em amistosos, entre agosto de 2014 e junho de 2016,que foi constituído com uma grande dependência de Neymar. Entre 2014 e 2015, dos 24 gols da seleção, 11 deles foram do atacante do Barcelona.
O espírito coletivo, coisa que não se via com o antigo comandante, tem sido bastante elogiado pelos jogadores. “A gente construiu um jogo coletivo,deixou tudo mais fácil. Estamos com padrão do início ao fim, buscando o gol”, afirmou Renato Augusto.
O desafio do treinador é escalar um time sem Neymar pela primeira vez desde que assumiu. O atacante terá que cumprir suspensão do seu segundo cartão amarelo e só poderá retornar no amistoso que acontecerá dia 10 de novembro.
Os jogadores da seleção disseram ter recuperado a credibilidade com o torcedor e a autoconfiança após os fracassos recentes, dentre eles a eliminação na fase de grupos da Copa América Centenário. “Estamos felizes por recuperar esse crédito com a torcida. Vamos fazer as pessoas voltarem a se acostumar com a seleção brasileira”, assegurou o lateral-direito Daniel Alves