Vila Belmiro: linda comemoração de 100 anos contra um rival ‘das antigas’

Foto: Reprodução/ Facebook Oficial - Santos FC

Neste ano, mais precisamente no dia 12 de outubro, a Vila Belmiro completará 100 anos de existência. O estádio é um dos maiores templos sagrados do futebol mundial, sendo a casa de grandes craques desde a sua fundação. Do passado até os dias de hoje, o time que joga no estádio é lembrado como um dos – e talvez o melhor – clube revelador de todos os tempos. No estádio Urbano Caldeira já jogou Pelé, Coutinho, Robinho, Diego e Neymar. O time com DNA ofensivo é excelente formador de atletas desde sempre.

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O estádio não é só conhecido por causa do clube, mas tem também um papel considerado, pelos torcedores e jogadores, de crucial importância nos jogos mais decisivos do time. A recepção da torcida a cada jogo importante é um show fora do estádio. Seja em Libertadores, Brasileiro ou Paulistão, os adversários já descem a serra com medo do que provavelmente sabem que estão prestes a enfrentar: “A Vila Belmiro com 20 mil sufoca mais que o Maracanã com 80 mil. Parece que os torcedores estão gritando do nosso lado!”, disse Juninho Paulista; “Eu já joguei em estádios lotados por todo o mundo, mas pelo jeito que a vila foi construída, jogar aqui é onde a gente mais sente a pressão da torcida!”, declarou Raí; “O meu maior medo é enfrentar o Santos na Vila, porque lá o bicho pega. É muito mais tensão, muito mais influência do que o Morumbi ou qualquer outro estádio lotado!”, falou Vanderlei Luxemburgo; “O estádio mais difícil de se jogar é a Vila Belmiro!”, concluiu Rogério Ceni. Após um jogo de Libertadores, Canera, jogador do Cucuta deu a declaração mais forte sobre o estádio: “Jogar aqui, é como jogar no inferno”.

Para comemorar o aniversário do ‘Caldeirão de Santos’, o clube resolveu fazer um amistosos internacional. Homenagear o estádio, e fazer da ocasião a despedida de Léo e Giovanni, o ‘Messias’. O lateral iria jogar pelos dois times. O adversário escolhido foi um dos maiores do passado, e também dono de uma excelente escola de base: o Benfica de Portugal. Os clubes já se enfrentaram no passado. O confronto foi muito especial há 54 anos: foi pela final do Mundial de Clubes da FIFA.

Eram os maiores de seus continentes. Tinham excelentes jogadores e era um dos confrontos mais desejados do mundo na época: Pelé contra Eusébio. Mas o Peixe tinha outros jogadores extraordinários: Pepe, Coutinho e o capitão Zito. O 1° jogo foi em Santos, e o Alvinegro venceu por 3 a 2. Em Portugal, também ganhou, por 5 a 2. Naquele ano, 1962, o Santos sagrou-se campeão mundial pela 1ª vez em sua história. Portanto, o clube praiano nunca havia perdido para o português.

Nas últimas temporadas, ambos mostraram que a glória não está atrás de um vidro em seus museus, no passado. O Benfica sagrou-se tricampeão Português recentemente, e o Santos venceu Copa do Brasil, Libertadores e Recopa Sul-Americana de 2010 a 2012.

Apesar de ser uma data festiva, o jogo não foi muito amistoso. Começou na fumaça: os dois times atacavam constantemente, dando um show de futebol em quem foi ao estádio, inclusive os torcedores do Benfica. Na 1ª etapa, Renato se machucou após um choque forte com Cervi adversário e teve que deixar o campo. Assim que pode, Luis Felipe acertou muito forte aquele que havia se chocado com Renato, em espécie de “troco”. Mas nenhuma briga foi levada adiante e o jogo seguiu. No final do 1° tempo, muitas chegadas e nenhum gol.

No intervalo, o lateral Léo foi homenageado, recebendo uma placa de Marcelo Teixeira – gestor do Santos na maior parte do tempo em que jogou lá – e tirou fotos com Giovanni, Ricardo Oliveira, Zeca e o ex-presidente.

Na 2ª metade, logo aos 30 segundos, José Gomes sofreu pênalti. Cobrança convertida por Salvio. Rodrigão marcou dois gols, ambos foram anulados. Mais tarde, outra penalidade para o Benfica. Mas o jovem João Paulo pegou a cobrança de José gomes. A defesa do goleiro e a determinação de Léo, que estava no ataque, inspiraram o time. Bola na área e Noguera cabeceou: o goleiro Ederson falhou e partida empatada.

O resultado final foi a cereja no bolo da festa.