Flamengo “esquece” Maracanã e planeja estádio para 20 mil na Gávea

Gilvan de Souza/Flamengo

Em entrevista recente, o presidente do Flamengo, Eduardo Bandeira de Mello, seguiu irredutível quanto ao desejo de participar da gestão do Maracanã, o que só será possível em uma nova licitação. A possibilidade de tirar o estádio dos planos para 2017 não assusta o mandatário. Prova disso é que a diretoria rubro-negra levou à Prefeitura do Rio de Janeiro um projeto de construção de uma arena para 20 mil pessoas na Gávea, como informa o Blog de Rodrigo Mattos nesta segunda-feira.

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O projeto arquitetônico do estádio da Gávea está pronto, mas será necessário que a prefeitura faça estudos sobre sua viabilidade. O Flamengo pode ter de buscar financiamento para o empreendimento, como avaliou o presidente. “O ideal seria termos o Maracanã e o estádio boutique da Gávea”, contou.

Como o clube descarta jogar no Maracanã se não for incluído na nova licitação, a arena da Gávea também poderia ser complementar a outro estádio maior também a ser construído. Isso depende da solução do imbróglio do Maracanã. O projeto tem o compromisso de que seriam realizados poucos jogos nesse estádio, cerca de 20 por ano.

”Seria um estádio para jogos pequenos, de menor apelo e também da divisão de base”, contou Alexandre Wrobel, vice-presidente de Patrimônio do clube. De acordo com reportagem, o projeto não custará mais de R$ 300 milhões. A avaliação é de que o Flamengo, com a situação financeira atual, já tem condições de buscar um financiamento por conta própria.

Em 2016, o Flamengo, sem o Maracanã que ficou fechado até outubro para as Olimpíadas, jogou em várias cidades do Brasil, como Volta Redonda (RJ), Macaé (RJ), Cariacica (ES), Brasília (DF), São Paulo (SP), Natal (RN) e Juiz de Fora (MG).

Durante o Rio-2016, o prefeito Eduardo Paes chegou a apoiar que o Flamengo sediasse suas partidas na Arena de Deodoro, mas a ideia parece não ter agradado o clube, que não tocou no assunto desde então.



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.