Índio escolhe jogo mais marcante e se declara ao Inter: “Amor, paixão e família”

Índio
Foto: Reprodução/YouTube

Foi em dezembro de 2014 que Índio decidiu pendurar as chuteiras no clube que mais marcou a sua carreira. No Inter, o humilde zagueiro nascido no interior de São Paulo viu sua vida mudar. Como prêmio por anos e anos de dedicação, ganhou a oportunidade de ficar no banco de reservas em uma partida contra o Palmeiras, pela penúltima rodada do Brasileirão de 2014, no Beira-Rio, quando já não mais fazia parte do time titular.

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Por indicação de Muricy Ramalho, Índio chegou ao Beira-Rio em 2005 e em pouco tempo assumiu a titularidade. De cara, demonstrou uma qualidade que até hoje marca a sua trajetória no clube: gols. Em 391 jogos com a camisa colorada, o zagueiro marcou 33, o que fez com que ultrapassasse o lendário Elias Figueroa, que fez 26 na década de 70. E a vítima favorita do zagueiro-artilheiro colorado era “apenas” o rival Grêmio. Contra o tricolor, Índio marcou seis gols e se tornou um dos chamados “Homem Gre-Nal”.

Em entrevista concedida ao UOL Esporte, Índio não teve muitas dúvidas na hora de escolher qual foi o jogo mais marcante em quase 10 anos de Inter. Em 2006, no ano mais glorioso da história do clube, o defensor foi titular na épica vitória sobre o Barcelona na final do Mundial de Clubes da Fifa. Na partida, Índio quebrou o nariz em choque com o companheiro Edinho e iniciou o lance que culminou no gol de Adriano Gabiru.

“Todos os jogos, desde que eu cheguei aqui, foram especiais, mas um dia maravilhoso e marcante para a nação colorada, com certeza, foi o Mundial de 2006 contra o Barcelona. A maioria não acreditava na gente, quem acreditava era o torcedor colorado, e a gente foi para lá e se sagrou campeão. O Barcelona jogou o primeiro jogo e tinha aplicado uma goleada de 4 a 0 no América do México, e ninguém acreditava que a gente ia ganhar. É um jogo que me marcou muito”, contou.

Frustrações, é claro, também estiveram presentes na passagem de Índio pelo Inter. Ele esteve, por exemplo, na eliminação na primeira fase da Libertadores de 2007, na fatídica derrota para o Mazembe no Mundial de 2010 e na má campanha do clube no Brasileirão de 2013. Mas, para ele, nada pode apagar uma relação construída com “paixão e amor”, que se resultou em uma “família”.

“O Internacional mudou a minha vida. Hoje, graças a Deus, tudo que eu conquistei, onde estou trabalhando hoje, é no Internacional, então o Internacional mudou a minha vida, o Internacional é amor, paixão, lutei demais por este clube, tudo valeu a pena. O Internacional é uma família que eu tenho, foram vários títulos no Internacional, carreira, a condição financeira que o clube me proporcionou… é um clube que eu tenho carinho mesmo agora que está passando por momento difícil no Brasileiro, mas eu acredito que vai sair desta situação”.



Jornalista formado pela PUCRS em agosto de 2014. Dupla Gre-Nal.