Lucas Lima abre o jogo e fala sobre provocações na web, futuro no Peixe e contato de rivais

Reprodução Facebook
Um dos principais jogadores do atual elenco do Santos e figura constante na convocações do técnico Tite para a Seleção Brasileira, o meia Lucas Lima concedeu uma entrevista exclusiva ao UOL Esporte e falou sobre o futuro, provocações a palmeirenses nas redes sociais, mercado chinês e muitos outros assuntos.

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O camisa 10 do Peixe, além de caçado em campo, começou a ser perseguido também na internet. O jogador tinha como costume postar algumas mensagens com um tom provocativo a torcedores do Verdão, porém, acabou sendo alvo de maldades e com receio, decidiu se afastar. Segundo ele, o intuito era apenas brincar de forma saudável e interagir com outras pessoas. Lucas Lima deixa claro não ter nada contra a coletividade alviverde e muito menos com o clube em si.

Na Seleção, ele conta se houve alguma brincadeira com atletas do Verdão.

Mais o Gabriel Jesus, mas é brincadeira. Brincamos um com o outro, é um ambiente muito bom. Ele sabe que dentro de campo seremos rivais sempre, cada um defenderá a sua equipe, mas ali estamos na seleção e independentemente do clube em que cada um joga somos seres humanos, temos um coração bom, não tem essa maldade. Esse foi o meu medo, por isso parei com as redes sociais, não queria criar essa maldade. O meu intuito era brincar para ter um ambiente bom, poder interagir com os jogadores santistas e os torcedores do Palmeiras. Estava fazendo uma brincadeira com eles e eles comigo, nada contra o Palmeiras e a torcida do Palmeiras“, afirmou Lucas Lima.

Acho que não (levar na brincadeira), as pessoas veem isso de outra forma. Muita gente é ignorante para isso e acabam levando para um lado maldoso. Quando as pessoas começam a te desejar mal, falar da sua família, não preciso disso, de ter várias pessoas me desejando mal. Até porque não desejo isso para elas“, completou.

Questionado se vestiria a camisa do Palmeiras ou por outro rival de São Paulo, Lucas Lima diz amar jogar pelo Santos, porém, não descartaria atuar por outro clube da capital.

Não tenho essa rivalidade de falar nunca vou jogar em tal clube, nunca sabemos o dia de amanhã. Amo jogar pelo Santos,e estar fazendo a minha história aqui, mas sei que enquanto eu render sou bem visto. A partir do momento que não render, algo pode acontecer tanto pelo lado bom, como pelo ruim“, disse.

Ele ainda revela ter recebido um contato da diretoria alviverde. Do Corinthians chegaram “algumas coisinhas”, mas nada de forma oficial ao Santos.

Fiquei feliz por ser um time grande me procurando (Palmeiras), mas foi mais uma tentativa. O presidente do Santos não me liberaria para um rival, não faria isso. Na época do Sport, também, teve um interesse de ir para lá emprestar, mas o Santos me comprou. Chegaram algumas coisinhas (Corinthians), sim, mas nunca tão claro, que tal clube me quer. Nunca levei tão a sério, pois não oficializaram ao Santos. Não [é recente]“, relata.

Confira outros trechos da entrevista de Lucas Lima

RENOVAÇÃO COM O SANTOS

Tiveram duas conversas, tem tudo para acontecer. Claro que não deram tanto andamento, mas a primeira conversa já teve, vamos ver até o final do ano o que vai acontecer. Se puder renovar até o resto da minha vida, renovo, sou muito feliz aqui. As pessoas acham que quando falam que você quer jogar na Europa é ingratidão, mas muito pelo contrário, sempre serei grato ao Santos. As coisas começaram a dar certo no Inter e no Sport, mas aqui apareci para a seleção e o futebol.

FUTURO

Meu desejo é sair do Santos para a Europa, se possível. Mas no futebol nunca podemos falar não.

PROVOCA MAIS OU É MAIS PROVOCADO EM CAMPO?

Provoco bastante, também. Tem jogo que somos nós um pouco mais. Tem jogo que somos provocados, aí provocamos ainda mais.

MARCADOR MAIS CHATO

O marcador que sempre não gosto de jogar é o Willians, hoje do Corinthians, era sempre chato para marcar. Outro também na seleção é o Luiz Gustavo, um cara sempre na cola. O Willians marca muito bem, era difícil passar dele, incomodava.

SE ARREPENDE DE NÃO TER IDO PARA A CHINA?

Não me arrependo, não. Estavam em um momento muito feliz no Santos, tinha chegado na seleção. Claro que se você parar para pensar em 12 meses lá já teria ganhado dez vezes mais do que aqui, penso nisso. Não me arrependo, não, orei bastante a Deus para me dar direção, conversei com a minha família. E pesei tudo: o clube em que estava, a história que estava vivendo, o que estava conquistando. Fiz essa escolha, não me arrependo

SELEÇÃO PESOU?

Pesou muito porque na época tinha ido para alguns amistosos para a seleção, mas não tinha conquistado o meu espaço. Então, queria essa continuidade, conquistar o meu espaço dentro da seleção. Tinha muito medo de ir para lá e perder espaço, não ser convocado novamente. Estava vivendo um grande momento no Santos e aqui tinha tudo para continuar nas próximas convocações. Então, se parar para pensar, a seleção sempre foi o meu sonho, chegar a um clube grande, ter a família ao meu lado, essas coisas prevaleceram e não trazem arrependimento, independentemente do que vai pensar amanhã. Meu pai sempre me falou que dinheiro não era tudo na vida, estou muito feliz no Santos, minha família gosta muito daqui. Foi a escolha certa.

TITE

Ele é muito amigo. Têm muitos do Corinthians, eles falavam que na Vila tínhamos um motor a mais porque corríamos muito. Mas lembrávamos dos jogos em São Paulo, também, que o bicho pegava. Com o Tite primeiro contato foi de treinador, deu para ver que foi emotivo e muito inteligente. É só ver os resultados em um curto prazo. Tem muito o que passou para nós fazermos. Ele e a comissão deixam as coisas mastigadas para nós, fáceis de entender. Mesmo com pouco tempo de treinamento há resultado, sabemos que há comandante na seleção e vamos seguir o que colocar para nós.

DIFICULDADES NO INÍCIO DA CARREIRA

Sem dúvida. o primeiro clube é muito difícil. Por não ter muitos contatos jogava sempre por escolinhas em Marília, mas no interior é difícil ter contatos para fazer o teste em algum lugar. Tentei no Marília, nunca dava certo. Sabia que a escolinha me ajudava na minha técnica, mas que teria que sair para conseguir realizar o sonho de me tornar um jogador de verdade. Logo, conheci um amigo me levou pela Chapecoense. Sempre foi muito por amizade, por gostarem do meu futebol. Sem conhecer e sem nada meti a cara e fui embora em busca do meu sonho. Fico feliz porque não foi fácil. Saí do Marília e fui para Chapecó novo, sozinho, de ônibus, um dia todo viajando. Lá fiquei um ano, me serviu de experiência. Não foi como eu queria que fosse, mas foi um ano muito legal. Fiz amigos que me ajudaram a fazer testes, ir para outros clubes. Um amigo de lá o pai era treinador do Rio Preto, acabou arrumando para mim esse teste. Depois saí do Rio Preto, que não tinha minha categoria, e fui para o Bonifácio. Foi difícil lá porque não tinha estrutura, o meu pai me ajudou muito. Falou para eu ficar, que iria me ajudar. Depois fui para o América-SP, joguei a Copa São Paulo, fiz mais alguns testes, mas por minha idade ter estourado ficou difícil. Fui para a Inter de Limeira, fiquei 4 anos, depois cheguei ao Inter, Sport e Santos.

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