Lucas Pratto no Palmeiras: saiba por que a negociação é difícil, mas não impossível

Palmeiras
Foto: Divulgação

É fato que o Palmeiras já se mexe nos bastidores para contratar o substituto de Gabriel Jesus, que embarcará para a Inglaterra no final da temporada com destino ao Manchester City de Pep Guardiola. O plano A era o colombiano Miguel Borja, destaque do Atlético Nacional, atual campeão da Libertadores, só que o valor da multa rescisória – US$ 20 milhões – assustou a diretoria. Por isso o nome da vez é outro gringo, mas bem conhecido do Verdão – o argentino Lucas Pratto.

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Um dos principais jogadores do Atlético-MG de Marcelo Oliveira, Pratto já esteve no radar do Palmeiras em 2014 quando o clube era dirigido por Ricardo Gareca. O time, todavia, passava por momento conturbado economicamente e não conseguiu viabilizar a contratação. Pouco tempo depois, o centroavante trocou o Velez Sarsfield pelo Galo. Agora a história é diferente.

SITUAÇÃO

Reportagem do jornalista Bruno Andrade e também do jornal Lance! informa que a Crefisa, principal parceira do Palmeiras, estaria disposta a desembolsar cerca de R$ 35 milhões para trazer Pratto. É muito dinheiro por um jogador? De fato, é um investimento considerado inviável para grande parte dos clubes do Brasil, mas não para o Verdão de Paulo Nobre, que já gastou horrores para comprar o passe de Pablo Mouche, Tóbio, Allione, Cristaldo, Leandro e Mendieta.

Capa do Lance! desta terça-feira informa interesse do Palmeiras em Pratto
Capa do Lance! desta terça-feira informa interesse do Palmeiras em Pratto

Nenhum desses é ou foi titular absoluto do Palmeiras, e do grupo só Allione mesmo ficou na Academia de Futebol. A Crefisa, por sua vez, desembolsou R$ 40 milhões em 2015 para que o Palmeiras trouxesse Lucas Barrios, isso sem falar nos salários e luvas do jogador que chegam a quase R$ 1 milhão ao mês. O paraguaio, todavia, mais se machucou do que deu retorno à empresa e ao clube.

Foram maus negócios de ambas as partes? Sim, mas isso faz parte daquela coisa de “erro e tentativa”. Para eventuais acertos, as empresas ou clubes com cara de empresa, como é o Palmeiras, precisam saber onde investir, e também onde não vale mais a pena arriscar. Tanto Crefisa quanto Nobre têm boas perspectivas para o Verdão, e por isso é de ser acreditar que haverá, sim, investimentos grandes também em 2017.

POR QUE É POSSÍVEL?

O Palmeiras estará novamente na Libertadores e, dessa vez, mais forte e experiente para não cometer os mesmos erros da edição de 2016. Se confirmar o título brasileiro, certamente o clube sofrerá assédio da Europa e da China, assim como foi com o Corinthians no começo do ano, e por isso clube e patrocinadora precisarão agir para evitar perder atletas ou mesmo repor com a mesma qualidade.

Falando em qualidade, Gabriel Jesus e Pratto, hoje, são convocados frequentemente por suas seleções nas Eliminatórias. Vamos ser sinceros – o argentino só não é titular porque “Patón” Bauza opta por Messi, Aguero e Dí Maria na frente. Justo, só que Pratto vem sendo utilizado na equipe no decorrer das partidas. Para completar, no Galo, há a concorrência com a estrela Fred, contratado no primeiro semestre junto ao Fluminense.

Será que Pratto prefere ser o “cara” de um time para continuar na mira de Bauza ou apenas mais um, como acontece no Atlético? Se optar pelo Palmeiras, o “Urso” será certamente o titular no ataque alviverde, em um estilo que Cuca gosta – com ele de referência na área e auxiliado por dois velocistas pelos lados. Barrios, que era para ser o senhor do ataque alviverde, teria que baixar suas pedidas ou procurar outro destino. Alecsandro e Leandro Pereira brigariam para ser o reserva imediato do argentino.

De novo: uma empresa não pode perder a oportunidade de fazer um bom negócio quando a oportunidade aparece. A Crefisa injetou bastante dinheiro no Palmeiras em 2015, que trouxe o título da Copa do Brasil. É quase certo que o Brasileirão virá em 2016. 2017 merece, então, mais dinheiro, não? Realidade de mercado, ora bolas, assim como investir. E Pratto não é mais caro do que foi Barrios, vamos lembrar. Será que não dá para acreditar em um novo camisa 9 na Academia?



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.