Meu Brasil x Argentina inesquecível: Final da Copa América de 2004

Crédito da foto: Reprodução/ Youtube

Nesta quinta-feira (10), Brasil e Argentina se enfrentam mais uma vez. Desta vez, o duelo conhecido como o “Superclássico das Américas” será pelas Eliminatórias da Copa do Mundo da Rússia de 2018. E quando as duas seleções estão em campo, a certeza é de um jogão. Não foi diferente no dia 25 de julho de 2004 – o meu clássico inesquecível.

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Naquela ocasião, a disputa era pelo título da Copa América de 2004, realizada no Peru. Eu tinha apenas sete anos, mas foi algo que ficou marcado. Inclusive, já escrevi sobre o jogo no especial #EsseDiaFoiLoko, realizado pelo Torcedores.com em janeiro deste ano.

Por gostar de futebol desde pequeno, assistir aos jogos da seleção brasileira sempre foi uma grande alegria, ainda mais na época de tantos craques vestindo a amarelinha. Mas o Brasil não contava com seus principais jogadores em 2004. Alguns pediram férias e outros estavam lesionados, o que obrigou o técnico Carlos Alberto Parreira a levar quase um time “B”. E eles não decepcionaram.

Acredito que é impossível algum brasileiro não se emocionar ao rever a final daquele ano. Os argentinos saíram na frente, tomaram o empate, e conseguiram fazer 2 a 1 aos 41 minutos do segundo tempo. Tévez e D’alessandro provocaram, fizeram gracinhas, zombaram do futebol brasileiro. Eles não contavam com um tal de Adriano.

Aliás, até quem deu voz ao momento, o sempre otimista Galvão Bueno, já estava conformado com a derrota. Enquanto Diego corria, o narrador dizia triste: “E perde em um jogo dramático por 2 a 1”. Quando Luís Fabiano conseguiu o desvio, o tom mudou: “Pode até empatar. Quem sabe agora?”. Mas foi quando Adriano chutou que veio a explosão: “Capricha, Adriano! Olha o empate! Gooooool”. A narração – junto ao gol, claro – ficou marcada como uma das grandes coisas que já vi no futebol.

Ainda mais legal foi a declaração de Parreira após a partida. “Existe uma coisa que se chama futebol brasileiro. Ninguém tripudia e brinca em cima do futebol brasileiro. Com 2 a 1, eles começaram a dar balãozinho, pisar na bola, fazer gracinha. É isso aí. Ninguém brinca com o futebol pentacampeão do mundo”, afirmou.

Aquela partida deu ainda mais respeito ao futebol do Brasil. Trouxe orgulho para quem assistiu. E também emocionou os torcedores. Afinal, como diz Galvão Bueno, ganhar é bom, mas ganhar da Argentina é melhor ainda.



Paulistano, estudante de jornalismo, 20. Desde 2015 no Torcedores.com.