Receita de 2016 possibilita ao Palmeiras investir em todos atletas especulados até o momento

Palmeiras
Arte: Jane Maria Gonçalves

O Palmeiras já está de vento em popa pensando no planejamento para 2017. Após anunciar três reforços – os meias Raphael Veiga e Hyoran e o atacante Keno -, o time de Eduardo Baptista está bem próximo das contratações dos meias Guerra e Michel Bastos, isso sem falar da chance de trazer os jovens Valdivia e Gustavo Scarpa e também os atacantes Borja e Lucas Pratto. Outro que apareceu na mira do clube foi o armador colombiano Edwin Cardona.

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Para trazer nomes de peso, como Borja, Pratto, Cardona ou Scarpa, o Palmeiras esbarra no alto valor pedido por seus clubes. No caso de Borja, o Atlético Nacional, da Colômbia, exige US$ 20 milhões (R$ 65,4 milhões na cotação atual). Camisa 8 da seleção comandada por José Pekerman, Cardona tem multa rescisória estipulada em US$ 12 milhões (R$ 40,34 milhões segundo a cotação atual).

Já Pratto, o Atlético-MG pede 15 milhões de euros, o que significa mais de R$ 50 milhões. O Fluminense, por sua vez, pede 10 milhões de euros (R$ 34 milhões) por Scarpa.

FATURAMENTO MILIONÁRIO

Só que reportagem de Rodrigo Mattos, jornalista e blogueiro do UOL, informa que o campeão brasileiro fechará 2016 com uma receita no futebol em torno de R$ 440 milhões, e um superávit de R$ 70 milhões. O valor pode variar em até R$ 10 milhões para cima no fechamento das contas, diz o próprio presidente do Palmeiras, Maurício Galiotte.

Com o clube social, o total da receita será próximo de R$ 500 milhões, um novo recorde no futebol brasileiro. O montante supera em mais de R$ 100 milhões a renda de 2015 quando obteve R$ 350 milhões.

Vale lembrar que a Crefisa está disposta a pagar mais de R$ 80 milhões ao Palmeiras para o próximo ano com Libertadores em vista (desde que resolva-se o imbróglio da candidatura de Leila Pereira ao Conselho Deliberativo do clube, impugnada pelo ex-presidente do clube Paulo Nobre). Dessa maneira, percebe-se que o Verdão poderia se reforçar com todos os jogadores especulados até o momento no mercado da bola.

Os motivos para cifras tão expressivas são diversos. Os jogos com casa cheia e bilheteria batendo facilmente a casa dos R$ 2 milhões no Campeonato Brasileiro, o programa de sócios-torcedores Avanti, o investimento da Crefisa, a cota dos direitos de transmissão da TV Globo e, não se pode esquecer, a venda milionária de Gabriel Jesus para o Manchester City (32,5 milhões de euros ou R$ 111 milhões)

“O Palmeiras evoluiu em relação a fontes de recursos e à quantidade. Chegamos a valores interessantes em dois anos. Vamos manter nos próximos. Todo planejamento está feito uma parte em investimento, uma parte em situações que o clube necessita e uma parte no futebol”, contou Galiotte, eleito para o biênio 2017-18 do clube.

De qualquer maneira, Galiotte parece querer trabalhar com a mesma folha de 2016, ou seja, caso o Palmeiras traga um ou dois reforços de nome, certamente irá liberar jogadores que custam bastante, como o atacante Lucas Barrios, o meia Cleiton Xavier e o volante Arouca.

É verdade também que o clube precisa reduzir sua dívida com Paulo Nobre que emprestou mais de R$ 150 milhões ao clube. A intenção é reduzir o quanto possível o tempo de seu pagamento.



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.