Retrospectiva 2016: Relembre o fracasso do Brasil na Copa América Centenário

Reprodução/Facebook CBF (Confederação Brasileira de Futebol

A Seleção Brasileira viveu um 2016 de bons e maus momentos. E a Copa América Centenário, disputada em junho nos Estados Unidos, foi talvez o momento mais difícil do Brasil na temporada, com uma eliminação precoce ainda na fase de grupos e diversas críticas quanto ao trabalho da equipe.

No especial Torcedores.com sobre o ano que está para acabar, relembraremos o fracasso brasileiro em solo americano que custou o cargo de Dunga como técnico da Seleção Brasileira e causou a posterior contratação de Tite e a reação brasileira nas Olimpíadas e nas Eliminatórias.

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Sob pressão

A Seleção Brasileira chegou aos Estados Unidos debaixo de forte pressão da torcida, imprensa e até da CBF. Devido aos tropeços nas Eliminatórias da Copa do Mundo, o técnico Dunga e o coordenador de seleções Gilmar Rinaldi foram para a Copa América com seus cargos ‘sob observação’ dos dirigentes da CBF.

A convocação reuniu nomes de gente como Daniel Alves, Lucas Lima, Gabigol, Lucas, Hulk, Jonas, Ganso e outros. Com uma mescla de jogadores já presentes em outras listas com jovens ascendentes e até remanescentes do ‘ 7a a 1’, o Brasil foi buscar sua reabilitação em uma chave com Equador, Haiti e Peru.

Salvo pelo árbitro

O Rose Bowl, palco do tetracampeonato na Copa de 1994 foi a sede da partida de estreia brasileira, diante do Equador. A partida foi um tanto desinteressante, com os brasileiros buscando o ataque sem muito sucesso e os equatorianos procurando se arriscar nos contra-ataques.

No segundo tempo, a Seleção escapou de tomar uma derrota logo na primeira partida. Miller Bolaños partiu com a bola e arriscou o chute quase da linha de fundo. Alisson tentou pegar a bola mas a bola passou pelo goleiro e foi parar dentro do gol. O chileno Julio Bascuñán, árbitro da partida, anulou o gol do gremista dizendo que a bola havia passado da linha de fundo, mas as imagens da TV demonstraram a legalidade do gol.

O ‘nosso 7 a 1’

Equipe mais fraca da chave, o Haiti foi o segundo adversário brasileiro, em Orlando. Contra um time sem muita tradição no futebol. a ‘obrigação’ do Brasil era de vencer e muito bem. A vitória brasileira, no entanto, foi até maior do que a esperada.

O placar foi um que o torcedor se acostumou a ouvir nos últimos anos (7 a 1) mas este foi favorável ao lado tupiniquim. Philippe Coutinho (três vezes), Renato Augusto (dois gols), Lucas Lima e Gabigol anotaram os gols brasileiros do massacre em cima dos haitianos, com James Marcelin anotando o gol de honra da nação das Grandes Antilhas.

A vitória deu alívio a Dunga e a seus comandados para a partida final da primeira fase, contra o Peru de Ricardo Gareca, em Foxborough. Uma vitória colocaria a equipe na próxima fase e daria sobrevida ao treinador. Isto aconteceria?

La mano de Ruidiaz

Não seria isso que aconteceria no Gillette Stadium. Com velhos conhecidos (Gareca e Guerrero) e futuros velhos conhecidos (Cueva), os peruanos procuravam se aproveitar de momentos de desespero do Brasil, que procurava pressionar, mas não conseguia criar as chances que precisava.

Aos 30 minutos do segundo tempo, a jogada da partida. Ruidiaz aproveitou bola cruzada na área para dar um toque de mão na bola e abrir o placar para os peruanos. Depois de longa discussão, a arbitragem comandada pelo uruguaio Andrés Cunha acabou validando o gol, para desespero brasileiro e alegria adversário.

O Brasil, que apenas colocou Hulk dos reservas em campo na partida (no lugar de Gabigol), ficou com duas substituições a fazer, mas Dunga não colocou outros atletas. O resultado, a vitória, eliminação ainda na primeira fase e um vexame

Consequências

As consequências foram quase imediatas: Dunga e Gilmar Rinaldi deixaram seus cargos na Seleção. Rogério Micale se tornou comandante do time olímpico que conquistaria a inédita medalha de ouro no Rio-2016 e Tite se tornou técnico da Seleção principal, dando uma reviravolta que levou o time da crise para o paraíso. Como disse, há males que vem para o bem…

(Crédito da foto: Reprodução/Facebook CBF (Confederação Brasileira de Futebol)