Retrospectiva 2016: São Paulo faz milagre na 1ª fase da Libertadores, mas cai para campeão

The Strongest x São Paulo
Crédito da foto: Rubens Chiri/Divulgação/São Paulo FC

A Copa Libertadores de 2016 era a grande aposta do São Paulo na temporada. Novo técnico (que já foi campeão continental), reforços e tradição do clube nessa competição empolgaram o torcedor para a busca do tetra sul-americano. E isso quase aconteceu, de fato. Porém, a fragilidade em alguns setores e a crise interna no time atrapalharam a campanha.

Primeiro, o Tricolor precisou passar pela fase prévia. O adversário foi o pouco conhecido Cesar Vallejo (PER). Ali, já se notava que o ano da equipe seria difícil. Na partida de ida, 1 a 1, no Peru. Na volta, o atacante Rogério “salvou a pele” do clube e fez o gol da solitária vitória por 1 a 0. Com isso, ingressou ao Grupo C, com River Plate (ARG), The Strongest (BOL) e Trujillanos (VEN).

VEJA MAIS
RETROSPECTIVA 2016: SÃO PAULO NÃO CONVENCE NO PAULISTÃO E CAI PARA ‘SENSAÇÃO’ AUDAX

Na teoria, uma chave acessível para classificar, juntamente com o River. Mas não foi bem assim que aconteceu. Muitos altos e baixos deixaram nivelaram o futebol do São Paulo aos outros times. resultados: nos três primeiros compromissos, apenas dois pontos ganhos e nenhum triunfo. A situação “azedou” geral. O jeito foi buscar o “milagre”. Para isso, o Tricolor não podia mais perder.

O elenco, mesmo cheio de problemas internos no elenco e diretoria, se uniu e honrou a camisa que vestia. No primeiro duelo do returno, massacre sobre o Trujillanos, por 6 a 0, no Morumbi, com quatro gols de Calleri. depois, confronto direto com o River Plate, no Cícero Pompeu de Toledo. A equipe cresceu, mostrou grandeza e venceu por 2 a 1. No último jogo, diante do The Strongest, segurou o 1 a 1, com o zagueiro Maicon de goleiro nos minutos finais. Sofrido, mas a classificação veio, na segunda posição.

Nas oitavas de final o rival foi o Toluca (MEX). A página virou e os comandados por Patón não tomaram conhecimento dos mexicanos: 4 a 0 na Capital, com dois de Centurión e Paulo Henrique Ganso, e revés por 3 a 1 no México, somente administrando a vaga nas quartas de final.

Quartas de final: dessa vez o buraco era bem mais embaixo. O adversário era do próprio Brasil, o Atlético-MG, que vinha em um momento melhor e havia feito uma campanha mais convincente que os tricolores. Em um jogo tumultuado e que marcou a queda de parte do alambrado do Morumbi, Michel Bastos fez os paulistas vencerem por 1 a 0. Na volta, no Horto, o Galo veio “mordido” e logo abriu 2 a 0 nso dez minutos iniciais, porém Maicon diminuiu para 2 a 1, aos 15, e esse gol fora fez o time ir à semifinal. de quebra, derrubou Diego Aguirre no clube de Belo Horizonte.

Na semi, o encontro foi com a equipe que melhor vinha se apresentando na Libertadores até o momento: o Atlético Nacional (COL). A diferença técnica dos adversários foi bastante evidente. O São Paulo já tinha chegado ao seu limite, enquanto os colombianos tinham “lenha para queimarem”. No primeiro duelo, no Morumbi, Borja se apresentou para o torcedor do Nacional e fez os dois gols na vitória por 2 a 0. Na segunda partida, na Colômbia, o centroavante colombiano novamente “destruiu” e deixou mais dois tentos: 2 a 1 e queda são-paulina.

Mais tarde, o Atlético Nacional de Borja, Guerra, Reinaldo Rueda e companhia seria campeão sobre o surpreendente Independiente del Valle (EQU).

Relembre todos os jogos do São Paulo na Libertadores 2016:

sao-paulo-libertadores-2016

(Fonte: ogol.com.br)



Jornalista desde 2012, com passagens pelos jornais ABCD Maior e Diário do Grande ABC, além do canal NET Cidade. Foi repórter colaborador e hoje é líder da comunidade de colaboradores juniores, plenos e seniores no site Torcedores.com.