Por valor bilionário, Berlusconi oficializa venda do Milan para grupo de investidores chineses

Foto: Reprodução/Twitter oficial da Serie A Tim

Após mais de 30 anos sob o comando de Berlusconi e 29 títulos conquistados, o Milan tem um novo dono. Trata-se de um grupo de investidores chineses, o Rossoneri Sport Investment Lux, que teve que desembolsar uma bagatela de € 740 milhões (R$ 2,4 bilhões) para controlar 99,93% das ações do Rossonero.

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Foi uma novela que parecia sem final. A compra devia ter sido concluída em dezembro de 2016, mas foi adiada em diversas ocasiões devido à dificuldade que os chineses encontravam na captação dos recursos necessários. A venda do Milan podia ter sido concretizada também no mês de março, após o aval de Silvio Berlusconi para a transação em agosto de 2016. Porém, para concretizar o acordo, o grupo chinês precisaria pagar mais € 340 milhões (R$ 1,1 bilhão).

Um comunicado foi divulgado nesta quinta-feira, nele dizia que “os compradores também confirmaram o seu compromisso de aumentar o capital do clube e fornecer liquidez para fortalecer a estrutura financeira do AC Milan”. Li Yonghong deverá ser nomeado presidente da Associazione Calcio Milan, na sexta-feira (14/04), em uma assembléia geral de acionistas do clube.

Em 31 anos comandando o Milan, Berlusconi faturou: 8 Campeonatos Italianos, 6 Super Copa da Itália, 5 Liga dos Campeões da UEFA, 5 Super Copa da UEFA e 1 Copa da Itália. Atualmente, o Rossonero não vive boa fase, mesmo tendo vencido a Super Copa da Itália dessa temporada. Não vence a Serie A Tim desde 2011 e ocupa a sexta posição na tabela, há 20 pontos da líder Juventus.

Os times de Milão tem sido alvo de investidores chineses nos últimos meses. A Internazionale também foi vendida para um grupo da China, o Suning Commerce Group. No próximo sábado (15/04), as duas equipes farão o primeiro dérbi “chinês” na Itália.



Igor Calazans é um futuro jornalista por formação que ama futebol, Fórmula 1 e de dar pitadas em outros esportes.