Se a Rússia entrar em guerra, a Copa do Mundo 2018 será no Brasil?

Copa do Mundo 2018
Foto: Montagem/Fotos Públicas

Nos últimos dias, começou a circular nas redes sociais e em grupos de Whatsapp um boato sobre a possibilidade de a Copa do Mundo 2018 ser realizada no Brasil. Nas versões que estão sendo compartilhadas, há a suposta informação de que, em caso de “problemas” ou guerra no país que sediará a competição, a sede anterior volta a receber o evento.

Veja algumas das mensagens:

Apesar de as mensagens dizerem que a transferência de sede está na nas regras da FIFA, não há no regulamento da Copa do Mundo nada explícito e textual que aponte para o Brasil como alternativa automática em caso de impossibilidade de a Rússia sediar a competição.

O texto apenas diz que, em casos de circunstância extraordinárias ou forças maiores, caberá ao Comitê Organizador da Copa decidir sobre o destino da realização das partidas.

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PRECEDENTE EM 1986

A Copa de 1986 inicialmente aconteceria na Colômbia, Porém, Belisario Betancur, então presidente colombiano, alegou em agosto de 1982 dificuldades econômicas e não aceitou as exigências da FIFA e abriu mão de receber a competição. Diante disso, a entidade convocou uma reunião de seu Comitê Executivo e tiveram Canadá, Estados Unidos e México como opções para manter a Copa na América.

No fim, o México, que já havia sido sede em 1970, foi o escolhido. Um ano antes do Mundial, um terremoto 8,1 graus na escala Richter atingiu o país, mas a sede foi mantida para a realização da competição no ano seguinte.

EXISTEM RAZÕES PARA COLOCAR A COPA NA RÚSSIA EM RISCO?

Até agora, não houve nenhum fato que fizesse com que a FIFA iniciasse um movimento oficial para tirar a Copa da Rússia, mas alguns fatos podem contribuir para que os boatos ganhem força:

  1. Rússia e Irã alertam os EUA sobre possíveis represálias caso voltem a atacar a Síria
  2. EUA defendem sanções à Rússia até que Crimeia seja devolvida à Ucrânia
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Flávio Moreira é jornalista especializado em mídias sociais. Com passagens por UOL e Electronic Arts, é apaixonado por esporte e acredita na produção de conteúdo feito de torcedor para torcedor.