Cris Cyborg defende Germaine e diz repensar contrato com UFC

Reprodução/Facebook Cris Cyborg

Cris Cyborg saiu em defesa da atual campeã, Germainde de Randaime, pedindo ao UFC que dê o tempo necessário para a adversária voltar ao octógono. O embate entre as duas está marcado para o UFC 214, em 29 de julho.

A brasileira enviou um comunicado ao Ultimate, pedindo que não seja concedido o cinturão interino à ela da nova categoria até 66 Kg, no qual optou por participar e abriu mão cinturão peso-pena para isso. Na ocasião, Cyborg pediu o tempo necessário para a organização para que seu corpo se acostumasse ao peso da nova categoria.

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No comunicado, a lutadora natural de Curitiba, aproveitou para informar que após as duas lutas que tem no contrato, reavaliará a possibilidade de tirar um tempo para decidir o que acha ser melhor para ela e a equipe com quem trabalha.

Confira na íntegra o comunicado:

Se a Germaine não está 100% para lutar no UFC 214, em Anaheim, eu não quero o cinturão interino. Quando o UFC me perguntou, em janeiro, se eu queria enfrentá-la pelo cinturão inaugural da categoria, eu expliquei a eles que eu gostaria de enfrentá-la, mas que precisaria de uma data em março, pois o meu corpo ainda estava se recuperando do corte de peso da minha última luta. Então, eu sei o quão duro é querer aceitar uma luta quando você precisa de mais tempo para se recuperar.

Antes de abdicar do cinturão peso-pena do Invicta, eu também entendi o que era querer defender um cinturão e não ter a oportunidade de fazê-lo. Eu sou considerada a número um do peso-pena feminino no mundo e não preciso de um cinturão para dizer aos fãs que sou a melhor. Eles sabem que estou invicta há 10 anos.

Cinturões são para promotores. Se a Germaine não está saudável para defender o título, ela deveria ter direito a mais tempo para se recuperar e, só então, me enfrentar. Há vários lutadores homens que não defenderam seus títulos por muito mais tempo do que ela, sem que o UFC tenha criado um cinturão interino em suas divisões. Esse mesmo luxo dado aos atletas homens deveria ser dado às atletas mulheres.

Eu já fui colocada de lado por quase 10 meses e, para mim, a prioridade agora é voltar ao octógono para os meus fãs. Tenho mais duas lutas no meu contrato e o meu objetivo é fazer essas duas lutas e, depois, tirar um tempo para reavaliar a situação e decidir qual direção será a melhor para mim e para o meu time”.