Dia “D” Libertadores para o Flamengo

Dia Decisivo Libertadores para o Flamengo
Crédito da Foto: Gilvan de Souza/Flamengo

Contra o Atlético PR, pela terceira rodada da fase de grupos da Libertadores para o Flamengo, rubro negro coloca à prova o trabalho da temporada.

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Xeque.

É assim que foi posto o Flamengo neste momento.

O Rubro negro tem a tarefa de vencer o Atlético do Paraná, jogar bem e se colocar acima das criticas.

Pelo menos por enquanto.

Após um começo de ano que seguia uma tendência natural de goleadas, e após ser visto como um dos favoritos aos títulos em 2017, o Flamengo apresentou, nos últimos quatro jogos, uma notável queda de rendimento.

Se o problema anteriormente, trazido do ano passado, era a grande capacidade de criação se contrapondo à dificuldade em fazer gols em alguns jogos, desde o jogo contra o Volta Redonda, pela Taça Rio, o time tem apresentado pouca inspiração e uma dificuldade em criar chances de gol. 

De lá pra cá, foram 4 jogos. 3 clássicos.

Nenhum deles o Flamengo jogou bem. Nenhum deles o Flamengo perdeu.

Existe uma régua extremamente milimétrica para medir o Flamengo. Régua que não é usada em outros times.

Claro (será?) que a cobrança é proporcional à expectativa (nem sempre), mas nem todos os clubes gozam de paciência na hora da régua. Mas deixemos esse papo conspiratório para lá!

O fato é que o Flamengo jogou bem abaixo do que deveria em 4 partidas, mas parece que o time vem dando calo nos olhos desde o início do ano.

Não é verdade.

Até agora, foram 41 gols feitos, 11 sofridos.

O Rubro negro não perde em solo brasileiro desde o dia 16 de outubro de 2016 (2×1 para o Internacional).

Como mandante, a última derrota foi para o Palestino, em Cariacica, com time alternativo pela Copa Sudamericana.

São quase seis meses com apenas 1 derrota. Para a Universidad Católica (CHI), pela Libertadores, jogando bem melhor que seu adversário.

Nenhum time perde tão pouco à toa.

Em 2017 já foram 6 clássicos, 2 jogos pela Libertadores e o jogo contra os reservas do Grêmio pela Primeira Liga. Consideremos estes jogos grandes.

São 4 vitórias, 4 empates e 1 derrota.

Metade destes jogos não valiam nada ou valiam muito pouco para o Rubro negro.

Em 3 destas ocasiões, o Fla jogou bem, de fato.

Os dois da Libertadores e contra o Vasco, na semifinal da Taça Guanabara.

Não por acaso, os três jogos que de fato valiam para o clube neste ano. Está fora desta lista, apenas, a final da Guanabara contra o Fluminense. 3 X 3.

Contra o Vasco, na Taça Guanabara, estava em jogo um tabu de 9 jogos sem vitória.

Trocando em miúdos: Quando o Flamengo foi exigido nesta temporada, mostrou futebol.

Penso não ser o momento de colocar em Xeque o trabalho de Zé Ricardo, pois como manter um grupo de jogadores tão experientes e talentosos interessados em uma competição que, mesmo que você perca, você já está classificado para as finais?

Como esperar que um time que ambiciona grandes conquistas, entre em campo contra seus rivais, em uma overdose de clássicos, e jogue como se aquele campeonato fosse uma copa do mundo?

Como exigir de um time que esteja voando em abril?

Acho quase todas as criticas exageradas.

Amanhã será a prova dos nove.

Se o Flamengo jogar bem e vencer (que no caso é obrigação) não restará dúvidas para mim de que este grupo não estava dando a mínima para o carioqueta até aqui. 

Observemos nas finais.

Se o Flamengo jogar mal contra o desfalcado Atlético Paranaense, então irei reescrever este texto.

Até agora, as críticas me parecem muito desproporcionais para os resultados e para o quadro que está pintado. Classificado para as finais do Carioqueta (invicto), classificado para o mata-mata da primeira liga (invicto) e jogando bem, até aqui na Libertadores.

A Libertadores para o Flamengo é, sem dúvidas, o foco. Para mim, não principal. Exclusivo. Até agora.

Mas, apenas QUASE todas as críticas são exageradas.

O José Ricardo perdeu algumas oportunidades ao longo deste ano. Não testou mais o Ronaldo no meio, quando podia. Deveria ter testado a mais tempo outras duplas de zaga (mesmo que não concorde coma  crucificação do Vaz). O Léo Duarte parece ser muito bom zagueiro, e na minha opinião, deve estar na zaga titular, breve. O Zé não testou em sequencia o Mancuello na sua posição de origem, pela esquerda. Também não variou muito o desenho tático para fazer testes em jogos grandes.

Precisa fazer estas correções de rumo.

De qualquer forma, continuo pensando que o trabalho é muito bom e que o José Ricardo é talentoso e precisa continuar. O Treinador do Flamengo foi colocado em Xeque. Veremos qual será seu próximo movimento.