Deputado e diretor da CBF recebeu propina para financiar Arena Corinthians

Reprodução/Instagram Arena Corinthians

O deputado federal Vicente Cândido (PT-SP), virou alvo de inquérito após ser citado por três delatores da Odebrecht, que afirmaram na Operação Lava Jato que ele recebeu R$ 50 mil de propina para receber apoio parlamentar nos financiamentos referente a obras na Arena Corinthians no ano de 2010, segundo matéria publicada no Estadão Conteúdo.

Vicente Cândido, que também é Diretor de Assuntos Internacionais da CBF, foi citado nas delações de Alexandrino de Salles Ramos de Alencar, Carlos Armando Guedes Paschoal e Benedicto Barbosa da Silva Júnior. Dois deles chegaram a ser presos em Curitiba, mas respondem ao processo em liberdade.

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Durante a delação, um dos acusadores disse que “Vicente Cândido da Silva solicitou e recebeu vantagem indevida, consistente em R$ 50 mil. Valor repassado pelo grupo Odebrecht que teria interesse no apoio do parlamentar na busca de solução para o financiamento do Estádio do Corinthians”, segundo um trecho que foi usado para abertura do inquérito de Edson Fachin, relator da Lava-Jato.

Os funcionários do Setor de Operações Estruturadas da Odebrecht, utilizava o sistema Drousys, uma rede interna de internet, onde eram feitos os pedidos de pagamentos de propina e caixa 2, chamado pela Operação Lava Jato de “departamento de propina”.

A Arena Corinthians foi construída pela Odebrecht para ser utilizada na Copa do Mundo de 2014 e custou R$ 1,1 bilhão que está sendo pago pelo clube. Foi inaugurada em maio de 2014 na partida entre Corinthians x Figueirense.