“Torcer para Nishikori não jogar”, brinca Bruno Soares sobre Brasil x Japão na Davis

Foto: Cristiano Andujar

O sorteio desta terça-feira feito pela Federação Internacional de Tênis (ITF) colocou o Brasil diante do Japão na Repescagem do Grupo Mundial da Copa Davis, entre 15 e 17 de setembro. O duelo será disputado em terras japonesas, e por isso a tendência é que os anfitriões escolham um piso rápido, contrário à preferência de Thomaz Bellucci e Thiago Monteiro, os melhores jogadores de simples brasileiros.

LEIA TAMBÉM:
Brasil terá Japão de Nishikori nos Play-offs do Grupo Mundial da Copa Davis

Para o duplista Bruno Soares, o sorteio poderia ser melhor, uma vez que Kei Nishikori, número 7 do ranking, deve jogar à frente de sua torcida. Quem perder a série, ficará de fora da elite do torneio mundial entre equipes.

Em entrevista exclusiva ao Torcedores.com, Bruno, atual número 10 do mundo em duplas, vê a sensação nipônica como determinante para as chances do Brasil. “O Japão é uma coisa com o Nishikori, e outra bem diferente sem ele. Jogar contra um cara top 10, em casa, é muito difícil. O time deles tem outros bons jogadores, mas, sem o Nishikori, temos totais condições de fazer um confronto bem equilibrado”, opinou.

O que pode complicar a participação da sensação nipônica é exatamente a data do duelo. Os Play-offs serão realizados na semana seguinte ao término do US Open, último Grand Slam do ano. Bruno torce para que Nishikori vá bem longe no torneio em Nova York, o que poderia colocar em risco sua participação contra o Brasil.

“Pelo fato de (os Play-offs) ser depois do US Open, pode ser que ele hesite em jogar, mas acho muito difícil. Ele é uma grande estrela no Japão, será uma das poucas oportunidades de ele jogar em casa… vamos torcer para ele não jogue”, brincou o brasileiro de 34 anos.

Vale lembrar que o japonês defendeu sua seleção na repescagem do Grupo Mundial nos últimos cinco anos, o que foi determinante para permanecerem na elite do torneio entre seleções.

Além de Nishikori, a longa viagem ao Japão e a rápida adaptação são outros obstáculos para a equipe brasileira. “É sempre uma viagem complicada, principalmente porque sairemos de Nova York, outra turma vai diretamente do Brasil. O fuso horário eu acho o mais complicado, porque demoramos quatro a cinco dias para se acostumar com isso, e daí já teremos que jogar”, explicou Soares.



Esportista de hobby, mas jornalista de profissão. Trabalhou como repórter do O Estado de S. Paulo, Revista TÊNIS. Tênis Virtual e CurtaTÊNIS em coberturas nacionais e internacionais de grandes eventos.