Em jogo disputado e de expulsões, Iranduba conquista o heptacampeonato estadual

Foto: Ivan Ruela

Iranduba e 3B decidiram na noite deste sábado, na Arena da Amazônia, a final do Campeonato Amazonense de Futebol Feminino.
Como jogava por dois resultados iguais nas finais, o Hulk com o empate em um a um, garantiu seu sétimo troféu do torneio, uma vez que também havia empatado no jogo de ida em 2 a 2.
Num duelo movido por uma recente e intensa rivalidade, o Iranduba saiu na frente logo aos dois minutos de jogo, quando Djeni abriu o placar com gol de pênalti sofrido por Renata Costa. A defensora, após a cobrança de escanteio, foi derrubada por Carla dentro da área.

Com um jogo pegado, não tão bonito quanto o primeiro, o clima esquentou na reta final do segundo tempo, quando em disputa de bola, Kamila agrediu Thaís e foi expulsa.

Mesmo com uma jogadora a mais, o 3B não conseguia pressionar o Hulk, até que aos 35, foi a vez de Thaís tomar ser expulsa, após levar o segundo amarelo.

O gol de empate do caçula do barezão veio aos 39 quando a bola bateu na mão da selecionável Bruna Benites. Bianca bateu e se isolou na artilharia do campeonato, com 14 gols.

Os minutos finais foram dramáticos, com Mayara Bordin, que havia entrado no segundo tempo, tomando o vermelho após cotovelada em Carla aos 45, com o duelo ainda tendo sete minutos de acréscimos. Fim de jogo, 1 a 1, Iranduba campeão.

Provocações e comemorações

Após o apito final, o diretor de Futebol do Iranduba, Lucas Tentardini entrou em campo comendo um abacaxi, devolvendo a provocação do presidente do 3B, Bosco Brasil que na primeira rodada do amazonense, atirou um abacaxi próximo ao banco de reservas do Iranduba. Lucas teria dito antes do início do campeonato, que o ex-parceiro (Bosco) tinha como principal atribuição no Iranduba “Levar abacaxis nos treinos para as meninas”, o que teria irritado o seu novo desafeto.

A equipe tricolor, que recebeu uma taça de vice-campeã, comemorou gritando “é campeão invicto”, com algumas alegações de que o campeonato teria sido decidido em tribunais, e não nos gramados.

Os vice-campeões fizeram a melhor campanha na primeira fase, mas perderam seis pontos em decorrência do seu presidente, estando punido devido ao “episódio do abacaxi”, ter assinado o contrato das selecionáveis Thaísa Moreno e Rilany. Como o dirigente não deveria ter praticado tal medida em suspensão, o clube perdeu seis pontos, caindo para terceiro na fase de classificação, assim entrando em desvantagem nas finais.

No próximo ano, o Iranduba volta a disputar o Campeonato Brasileiro, enquanto que o 3B, participará da A2 do mesmo campeonato, com perspectivas de manter o time para o acesso da principal divisão do brasileirão feminino.