O que é a expansão do Ali Act? Conheça #2

Randy Couture, Rob Maysey, John Fitch, Markwayne Mullin, Vinicius Queiroz, e Mike Maysey (Foto: Markwayne Mullin congressman’s Staff).

Na semana passada, iniciamos aqui no TORCEDORES.COM, uma série de reportagens, chamada de A Expansão do Ali Act, ou, se preferirem, chame-a de O que é a expansão do Ali Act. 

Neste início de noite de quarta-feira (29), dia de final da Copa Sul Americana, continuaremos a série e essa segunda parte, batizamos de A Expansão do Ali Act – Capítulo 2: Revolução no MMA, ou de O Que é a expansão do Ali Act? Conheça #2.

Na última quarta-feira (22), nós da Tudo Sobre MMA, demos o pontapé inicial nessa série de matérias junto com o ex-lutador do Bellator e UFC Vinicius Queiroz, na qual abordaremos a história da Ali Act.

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Ali Act é uma lei norte americana que levou diversas melhorias ao Boxe e que o curitibano, juntamente com diversos atletas, incluindo campeões do UFC como Randy Couture e Carlos Newton, estão brigando no parlamento norte americano, para que a mesma se estenda até o MMA.

Basicamente, a expansão do Ali Act, é um projeto que se for aprovado no Senado Americano, obrigará grandes organizações do MMA Mundial a respeitarem as leis que fariam o MMA virar, de fato, um esporte e não um show como é hoje em dia, ou seja, regulamentaria o ‘Mixed Martial Arts’, como aconteceu com o BOXE, tirando o ‘monopólio de mercado’ das mãos dessas grandes organizações (UFC, Bellator, dentre outras).

O que é a expansão do Ali Act? Conheça #2

Sem mais delongas, daremos início ao segundo capítulo, onde iremos contar como iniciou-se a luta para a expansão do projeto de lei e quem são os verdadeiros responsáveis por ‘botarem medo’ no UFC, fazendo até mesmo um grande dirigente do Ultimate Fighting Championship cair em contradição durante um ‘debate’.

Nessa continuação do bate-papo, O que é a expansão do Ali Act? Conheça, com Vinicius Queiroz, que poderemos futuramente até transformar em um livro impresso, o agora lutador fora dos tatames, octógonos e ringues, contou como tudo começou e quais são os grandes nomes que demonstram total apoio a causa.

“No MMA, Carlos Newton foi um dos grandes mentores do grupo. Ele começou a estudar a história dos corpos de sanção, ou seja, a história da regulamentação do Boxe, do Baseball, do Basquete, do Tênis e qual a diferença de um esporte que é uma liga, para um esporte que é individual e o porquê o MMA é um ‘esporte de prêmio (Prize Fighting), assim, todos os esportes de luta, as modalidades, Boxe, MMA, todos são ‘PrizeFighting’, e podemos assemelhar os mesmos, como atores, digamos, cada um tem suas habilidades.

Assim, é algo pessoal, não tem como jogarmos 10 caras lá e dizermos, esses caras merecem ganhar uma quantidade ‘X’, pois cada um fez tantos vídeos, tantos filmes, o outro foi o ator principal do filme, o outro foi coadjuvante de sucesso, que todo mundo gostou, então, só poderiam medir isso, se tivesse uma lei que exigisse que os filmes fossem transparentes e repassem todos os números, para que os atores tivessem uma base para negociar para o próximo filme que ele seria o ator, seja principal ou não. O ponto principal pra a mudança no mercado de filmes em Hollywood foi quando uma lei impôs que as grandes gravadoras não pudessem mais exigir exclusividade com nenhum ator, assim como os direitos de imagem incluíam sempre apenas um filme por vez

Então, podemos dizer que o mesmo ocorre no MMA. Não podemos ser tratados como empregados, se nos atletas somos autônomos, então foi para isso que nos unimos e formamos a MMAFA.

Com isso, Carlos Newton se juntou com Rob Maysey que é um grande advogado, com o Juanito Ibarra, coach de Boxe e também foi treinador do ex-campeão do UFC Quinton ‘Rampage’ Jackson, que ajudou na reforma que transformou o Boxe, que foi o Ali Act e ai os lutadores começaram a se unir, e daí por diante grandes nomes como, Randy Couture, John Fitch, Brandon Vera, Carlos Newton, Chris Wilson, eu, Pete Spratt, e também vários que apoiam mas não de uma maneira direta, que são Kajan Johnson, Wanderlei Silva, Cung Le, Nathan Quarry, Frank Schamrock, Lew Polly, Ben Askren (que aposentou-se na última sexta-feira), dentre outros.

Todos os esportes regulamentados passaram por isso e o MMA é um esporte novo, mesmo que não sancionado até o momento. Se ouvirmos os depoimentos arquivados dos boxeadores durante o processo do Ali Act, parece que eles estão falando do nosso MMA hoje em dia, é só uma questão de épocas diferentes.

No ano 2000, eles deram a proteção para os destros e agora, nós (os lutadores), somos os canhotos pedindo pela mesma proteção”.

No terceiro capítulo da série O que é a expansão do Ali Act? Conheça #2., que irá ao ar na próxima quarta-feira, nossa série irá adentrar mais ainda em algumas histórias desde o início do investimento dos irmãos Fertitta no UFC e a compra de eventos ‘rivais’ para aumentar ainda mais o grande monopólio do Ultimate Fighting Championship e também apresentaremos a vocês algo que poderá revolucionar o Mixed Martial Arts no mundo todo…

Na próxima quarta-feira, voltaremos com o terceiro capítulo dessa novela que não terá fim tão cedo. Muito obrigado por lerem até aqui a série: O que é a expansão do Ali Act? Conheça.



Escrevo sobre lutas em geral no Torcedores.com. São Paulino, fã do New England Patriots, Los Angeles Lakers e Los Angeles Dodgers.